- O Boavista depositou 53.371,64 euros na massa insolvente para cobrir as despesas de janeiro, após falha no pagamento de 13 de janeiro; restam 96.000 euros a pagar em três prestações para dívidas vencidas, a liquidar até 6 de fevereiro.
- Em 16 de dezembro de 2025, o clube chegou a acordo com credores em tribunal para manter a atividade, com o compromisso de cobrir o défice corrente da exploração.
- A administradora de insolvência afirmou que o depósito de janeiro, já assegurado, permite manter as despesas correntes em dia; os 96.000 euros restantes devem ser liquidados até 6 de fevereiro, com ajuda de um alegado investidor em negociação com credores.
- Um credor solicitou o afastamento da direção e que a administradora de insolvência passasse a gerir o clube; já tinha sido pedida, há dois meses, o encerramento da atividade da Boavista.
- O Boavista não tem equipa sénior há três meses, a SAD enfrenta impedimentos da FIFA e o clube despromoveu-se à quarta divisão distrital, mantendo-se envolvido em dificuldades financeiras e administrativas.
O Boavista pagou mais 53.371,64 euros aos credores da massa insolvente, na sequência de um acerto com a administração de insolvência. A transferência ocorreu após o clube falhar o prazo de pagamento de 13 de janeiro.
Segundo requerimento apresentado ao Tribunal de Comércio de Vila Nova de Gaia, o clube já liquidou as despesas correntes de janeiro, mantendo por cumprir uma tranche de 96.000 euros, destinada a pagar dívidas vencidas e não regularizadas.
Antes, em dezembro de 2025, o Boavista já tinha transferido 55.000 euros para cumprir as despesas mensais. Os pagamentos seguintes deveriam ocorrer até ao dia 10 de cada mês, até conclusão das três prestações.
A administradora de insolvência indica que, com o depósito de janeiro já assegurado, não é necessária convocação adicional da assembleia de credores para avançar com o encerramento da atividade, mantendo-se o fluxo de vigilância sobre o processo.
A gestão do Boavista informou que o depósito de 53.680 euros estava em vias de confirmação, e que os 96.000 euros remanescentes devem ser liquidados até 6 de fevereiro, com a eventual ajuda de um investidor interessado em viabilizar a atividade do clube.
Um requerimento posterior, apresentado na segunda-feira, sugeriu o afastamento da direção atual liderada por Rui Garrido Pereira, com a administradora de insolvência a assumir a gestão das operações do Boavista.
Enquanto isso, o Boavista continuou sem equipa sénior ativa há três meses. A SAD, que detém 10% do capital, enfrenta dificuldades administrativas junto da FIFA, impossibilitando o uso de reforços aprovados no verão.
O clube tinha, no verão, lançado uma equipa sénior independente da SAD, cuja recuperação foi aprovada pelos credores. O Boavista despromoveu-se para a II Liga, após terminar a I Liga na 18ª posição, e jogou no Parque Desportivo de Ramalde, perto do Estádio do Bessa, que permanece encerrado desde maio.
A situação financeira levou à solicitação pela administradora de insolvência para o encerramento da atividade, com uma liquidação já aprovada em setembro. O Boavista continua a enfrentar dificuldades para regularizar compromissos e manter operações.
Mudança de tema: Situação desportiva e administrativa do Boavista
Além das questões financeiras, o clube envolve-se em negociações com credores e investidores para manter a atividade da SAD e eventual reconfiguração competitiva, mantendo-se sem competição oficial no momento.
A administração procura equilibrar o cumprimento de débitos com a necessidade de viabilizar o clube, que já registou décadas de participação na primeira divisão e celebrações de título nacional no passado.
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