- Os credores do Boavista pedem o afastamento da direção, deixando a gestão da empresa de insolvência a cargo da administradora Maria Clarisse Barros.
- São solicitados impedimentos à direção de Rui Garrido Pereira para que não pratique atos de gestão, com a administração a poder gerir ativos e pagamentos.
- O Boavista não depositou 53.680 euros para as despesas correntes deste mês nem 96.000 euros referentes à prestação de janeiro.
- A administradora de insolvência anunciou que iniciará de imediato o encerramento da atividade do clube, sem necessidade de nova convocação da assembleia de credores.
- O clube tinha, em dezembro, acordo com credores para manter a atividade, lançou uma campanha de angariação de fundos e enfrenta dificuldades na equipa sénior, com a SAD já com impedimentos junto da FIFA.
Os credores do Boavista pedem o afastamento da direção do clube. Alegam insolvência que pode ditar o fim da atividade da instituição e exigem que a administradora de insolvência assuma a gestão do emblema. A pretensão foi apresentada num requerimento a que a Lusa teve acesso esta segunda-feira.
No documento, Rui Garrido Pereira fica impedido de praticar atos de gestão e administração, incluindo recebimentos e pagamentos. A solicitação define que, até ao encerramento da atividade ou até existir outra solução aprovada pela Comissão de Credores, a gestão passe a ser exclusiva da administradora Maria Clarisse Barros.
O Boavista falhou o depósito de 53.680 euros para as despesas correntes deste mês e de 96.000 euros relativos a janeiro, o que agrava o incumprimento financeiro. Em dezembro, o clube tinha entregue 55.000 euros para despesas mensais, ficando pendentes os pagamentos de janeiro a março.
A administradora de insolvência já tinha informado, há meses, a necessidade de encerrar a atividade do Boavista por gerarem prejuízos à massa insolvente. O clube, que não tem equipa sénior ativa há dois meses e meio, está sem competição na I Liga e com devida posição na segunda divisão distrital.
Desde 16 de dezembro, o Boavista mantinha acordo com os credores para conservar a atividade, assumindo o défice corrente. Dois dias depois, lançou uma campanha de angariação de fundos para cobrir necessidades imediatas.
A SAD, liderada por Fary Faye, continua impedida de inscrever reforços pela FIFA, mantendo restrições que afetam o planeamento desportivo. A instituição mantém uma equipa de sub-19 a competir fora da estrutura principal, sem desbloquear as limitações impostas anteriormente.
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