- Tiago Zorro, treinador do Belenenses, olha de forma resumida para a sua carreira na Grande Lisboa e a passagem pelo Brasil, destacando a curiosa expressão de admiração por Fonseca, Jesus e Guardiola.
- No Ferroviário, disputou Campeonato Cearense (ficou em 4.º), Nordestão e Série D; o treinador descreve o ambiente intenso, com jogos a cada três dias, relvados muito duros e um plantel de 30 jogadores.
- A saída do Ferroviário veio após sete meses; regressou a Portugal antes de ser chamado para orientar o Belenenses, numa entrada que surgiu de surpresa.
- No Atlético, foi campeão distrital da Associação de Futebol de Lisboa em 2022, campeão do Campeonato de Portugal em 2023 e integrou a fase de subida à Liga 3 em 2024, destacando a união entre estrutura, jogadores e adeptos.
- O técnico diz que o sonho é subir com o Belenenses, manter os pés bem assentes na terra e concentrar-se no presente, sem distrair-se com a fase seguinte da Liga 3.
Na segunda parte da entrevista à A BOLA, Tiago Zorro, treinador do Belenenses, recorda a passagem pelo Brasil, incluindo a atuação no Ferroviário da Série D, durante a recuperação de uma lesão. O treinador descreve o desafio de disputar o campeonato Cearense, a Nordestão e a Série D, numa experiência que considera enriquecedora para a sua formação.
Zorro explica que o desafio envolveu treinar com 30 jogadores num ambiente de calor intenso e relvados difíceis, numa fase em que se recuperava de uma lesão no tendão de Aquiles. O período no Ferroviário, que só terminou meses depois, ocorreu antes de regressar a Portugal para assinar pelo Belenenses.
Antes de deixar o Ferroviário, o técnico já tinha bicadas nos seus métodos, com o objetivo de regressar a Portugal e continuar a evoluir. O regresso coincidiu com a oportunidade no Belenenses, que surgiu num momento em que não estava à espera, mas que considerou aceitável.
No percurso anterior, Zorro destacou o trabalho à frente do Atlético, onde foi campeão distrital da AF Lisboa em 2022, venceu o Campeonato de Portugal em 2023 e chegou à fase de subida da Liga 3 em 2024. Considera que esses anos trouxeram grande aprendizagem e união entre estrutura, jogadores e adeptos.
Enquanto jogador, Zorro atuava como defesa-central com leitura de jogo mas com limitações na velocidade e no jogo aéreo. O interesse pela formação manteve-se após uma lesão, iniciando-se nos escalões de base do Alverca, cidade onde reside, até chegar ao patamar atual.
Sobre referências, o treinador aponta Paulo Fonseca, Jorge Jesus e Pep Guardiola como inspirações, valorizando equipas com posse de bola e organização defensiva. O objetivo presente é subir de divisão com o Belenenses, mantendo o foco no desempenho atual sem distracções.
Trajetória recente e objetivos
O que mais o marcou no Atlético foi a consistência entre estrutura, jogadores e apoio dos adeptos, que permitiu regressar o clube aos campeonatos nacionais e progredir para patamar superior. A ambição continua firme: alcançar o topo com o Belenenses.
Visão de futuro
Zorro afirma que não procura saldos de ambição individuais, mas sim progressão colectiva. O foco está na segunda fase da Liga 3, onde pretende manter o nível demonstrado e conquistar a subida de divisão com o Belenenses, sem descurar o presente.
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