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Boavista falha pagamento aos credores e pode encerrar atividades

Boavista falha pagamento de 149.680 euros à massa insolvente e arrisca encerramento imediato da atividade

Boavista está a competir nos distritais do Porto
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  • O Boavista falhou o depósito de 149.680 euros na massa insolvente dos credores, arriscando o encerramento imediato da atividade.
  • O montante corresponde a 53.680 euros para despesas correntes deste mês e a 96.000 euros para a prestação de janeiro, a primeira de três destinadas a regularizar dívidas vencidas.
  • Após ter colocado 55.000 euros em dezembro, o clube devia pagar aos credores em janeiro, fevereiro e março até ao dia 10, mais os 96.000 euros indicados pela administradora de insolvência.
  • A administradora de insolvência pode encerrar o estabelecimento 15 dias após a decisão, sem nova convocação da assembleia de credores, caso não haja cumprimento.
  • Em 16 de dezembro o Boavista tinha acordo com credores para manter a atividade, enquanto a SAD enfrenta restrições da FIFA e o clube continua sem equipa sénior e com desafios financeiros.

O Boavista falhou o depósito de 149.680 euros na massa insolvente dos credores, anunciou hoje a administradora de insolvência do clube, Maria Clarisse Barros. O montante corresponde a 53.680 euros para custos correntes do mês e a 96.000 euros relativos à primeira prestação de janeiro para regularizar dívidas vencidas.

Segundo o requerimento enviado ao Tribunal de Comércio de Vila Nova de Gaia, o pagamento devia ter sido efetuado até ao dia 10 de cada mês, incluindo os meses de janeiro, fevereiro e março. Em dezembro, o clube já tinha depositado 55.000 euros para despesas correntes.

Caso o incumprimento se mantenha, a administradora pode ordenar o encerramento imediato da atividade, com efeitos 15 dias após a decisão, sem nova convocação da assembleia de credores. O texto acrescenta que as diligências serão comunicadas oportunamente aos autos e à comissão de credores.

Contexto e histórico recente

No dia 16 de dezembro, o Boavista tinha chegado a acordo com credores para manter a atividade, com Rui Garrido Pereira à frente da direção, em negociações com entidades públicas e investidores. A recuperação financeira visava assegurar o futuro do clube, que não tinha equipa de futebol sénior há dois meses e meio.

Dois dias depois, o Boavista lançou uma campanha de angariação de fundos, com quatro formas de participação entre 40 e 40.000 euros, que ajudou a liquidar a tranche do mês anterior. A administradora de insolvência já tinha pedido o encerramento da atividade, por gerar prejuízos à massa insolvente, com acumulação de dívidas.

Situação desportiva e administrativa

O Boavista detém 10% do capital social da SAD, mas a equipa profissional não competiu na última época. A SAD, liderada por Fary Faye, continua com impedimentos da FIFA que impedem o desbloqueio de reforços. A instituição não disputou jogos nesta época.

O clube recorreu a uma equipa sénior independente da SAD, cuja continuidade foi aprovado pelos credores, com objetivo de manter a atividade apesar das dificuldades financeiras. O Boavista foi despromovido à II Liga na época 2024/25 e encerrou a edição no 18.º lugar.

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