- A Federação Moçambicana de Futebol (FMF) passou a conduzir e coordenar as decisões sobre Moçambola, após a interrupção da edição de 2025 e a não finalização da competição.
- A decisão decorre da cessação do contrato de delegação de poderes com a Liga Moçambicana de Futebol (LMF) em 31 de dezembro de 2025, com a FMF a assumir o processo integralmente.
- Foi criada uma comissão de trabalho, com representantes da LMF e outros intervenientes, para analisar as circunstâncias da não finalização de Moçambola 2025 e avaliar causas financeiras, administrativas, organizacionais e desportivas.
- A comissão também vai analisar o formato competitivo mais adequado para Moçambola 2026 e épocas subsequentes e avaliar condições para uma eventual renovação do contrato de delegação com a LMF.
- A LMF encerrou a edição de 2025 após 24 de 26 jornadas, confirmando a União Desportiva do Songo como campeã; houve dificuldades financeiras e logísticas, dívidas à LAM, descidas de Textáfrica, Desportivo de Nacala e Desportivo da Matola, e ascendentes Maxaquene, LD Sofala e Associação Desportiva de Pemba para 2026.
A Federação Moçambicana de Futebol (FMF) anunciou que assume a condução e coordenação das decisões sobre o futuro do Moçambola, a primeira divisão do futebol nacional, cujo campeonato de 2025 não terminou. A tomada de posição surge por o contrato de delegação de poderes com a Liga Moçambicana de Futebol (LMF) ter cessado em 31 de dezembro de 2025.
Segundo comunicado, a FMF atua como órgão regulador do futebol nacional e decidiu intervir face ao contexto de interrupção do Moçambola 2025, marcado por suspensão, problemas logísticos e dívidas dos clubes às Linhas Aéreas de Moçambique (LAM). A FMF pretende analisar de forma aprofundada as causas e as consequências da não finalização do campeonato e das decisões ainda pendentes.
A FMF criou uma comissão de trabalho para conduzir a avaliação, com representantes da LMF e outros intervenientes relevantes. Entre as atribuições estão a análise das circunstâncias da interrupção, a avaliação de causas financeiras, administrativas e desportivas, e o estudo do formato competitivo mais adequado para 2026 e épocas seguintes.
Comissões, formato e futuro do Moçambola
A comissão deverá também propor recomendações sobre a possível renovação do contrato de organização do Moçambola 2026, bem como definir termos para eventuais mudanças no formato competitivo, mantendo a integridade e a sustentabilidade do campeonato.
A LMF tinha decidido encerrar a edição de 2025 em 19 de dezembro, após 24 jornadas de 26, com a União Desportiva do Songo a ser proclamada campeã. A organização apontou dificuldades financeiras e administrativas como fatores centrais para a conclusão não alcançada.
De acordo com uma fonte da LMF, alguns jogos ainda estavam por realizar, num total que inviabilizava cumprir o calendário. Também apontou o incumprimento de pagamento de deslocações aéreas e o encerramento de contratos de jogadores, em 20 de dezembro e 30 de novembro, respetivamente.
A LMF confirmou ainda as descidas de divisão da Textáfrica, do Desportivo de Nacala e do Desportivo da Matola, bem como o acesso de Maxaquene (Sul), LD Sofala (Centro) e a Associação Desportiva de Pemba (Norte) ao Moçambola de 2026.
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