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Álvaro Magalhães: nervosismo não pode existir ao vestir camisolas SLB/Porto

Porto parte em vantagem psicológica para o clássico com o Benfica, com Magalhães a destacar preparação mental e pressão nos estádios

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F. C. Porto e Benfica medem forças na quarta-feira
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  • Álvaro Magalhães afirma que o FC Porto parte em vantagem no clássico com o Benfica, nos quartos de final da Taça de Portugal, pela superioridade psicológica e pelo momento competitivo.
  • Explica que a Taça de Portugal é fundamental no planeamento dos grandes clubes, sendo a última grande decisão interna da temporada.
  • Ressalva que o futebol é decidido na cabeça: quem não tem força mental tem menos hipóteses em clubes como Benfica ou FC Porto.
  • Destaca o papel do ambiente e da pressão nos estádios, considerando-a saudável e importante; o nervosismo não pode existir ao vestir as camisolas grandes.
  • Sobre o jogo, acredita que o Porto está melhor, lidera o campeonato, joga melhor e está mais forte fisicamente, mas admite imprevisibilidade e ressalva o impacto da ausência do capitão do Benfica, Nicolás Otamendi.

Álvaro Magalhães afirma que a superioridade psicológica pode fazer a diferença no clássico entre FC Porto e Benfica, nos quartos de final da Taça de Portugal. O ex-defesa benfiquista analisa o momento competitivo como favorável aos dragões.

Em declarações à agência Lusa, o ex-internacional lembra a importância da Taça de Portugal no planeamento das grandes equipas, destacando que é a última grande decisão interna da época. O foco não se resume ao campeonato, realça.

Para Magalhães, o clássico FC Porto-Benfica tem contornos próprios por serem dois clubes que lutam por título e pela Taça. A preparação mental é apontada como essencial para enfrentar o duelo.

Ele sublinha que o futebol se joga muito na cabeça e que a psicologia pode ser determinante. Segundo o antigo defesa, jogadores com qualidade técnica podem falhar se não forem fortes mentalmente.

Magalhães relembra que, no seu tempo, a preparação começava no início da semana, sem dramatização excessiva. O nervosismo não deve existir quando se veste a camisola de uma destas 2 grandes instituições, afirma.

O antigo jogador recorda o peso dos estádios e do ambiente nas bancadas como fator decisivo, considerando a pressão em casa como parte do desafio, mas numa perspetiva de competição saudável.

Comparando gerações, admite que a pressão de outras épocas era ainda mais intensa, com ambientes de até 120 mil pessoas, o que, na sua visão, contribuiu para formar jogadores de grande exigência.

Sobre o próximo clássico, Magalhães aponta o FC Porto como favorito no momento, por liderança no campeonato, superioridade física e consistência. Mesmo assim, reconhece a imprevisibilidade dos duelos.

Ele acrescenta que fatores externos podem decidir o resultado, lembrando que, por vezes, a equipa menos bem posicionada vence, e que o fator sorte tem peso nos clássicos.

Quanto à ausência de Nicolás Otamendi, capitão do Benfica, o comentarista isoladamente aponta impacto negativo para o conjunto encarnado. O líder inegável é visto como peça-chave em jogos desta dimensão.

Ainda assim, Magalhães destaca que o clássico permanece aberto, com várias variáveis que podem influenciar o desfecho, não devendo haver conclusões antecipadas até ao apito final.

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