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Benfica: o inexplicável torna-se palavra-chave da análise

Benfica enfrenta falta de rumo e gestão interna, com rotatividade de plantel caro e pressão financeira, refletindo-se em resultados aquém do esperado

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A frase que começa a ser mais utilizada no início das épocas do Benfica é... este ano é que vai ser - Foto: Imago
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  • Benfica enfrenta problemas internos de impreparação, falta de visão e gestão, levando a uma rotatividade do plantel e a aumento de custos e endividamento da SAD, sem um rumo definido.
  • O clube utiliza a máquina de propaganda para distrair os adeptos, promovendo novas expectativas a cada época e buscando “resolver” problemas com investimentos que não geram identidade de grupo.
  • A falta de processo na escolha do treinador é destacada: critérios claros e convicções fortes, alinhados ao plantel e ao estilo desejado, não foram seguidos no Benfica.
  • José Mourinho qualificou a primeira parte frente ao SC Braga como inexplicável, permanecendo a dúvida sobre responsabilidades entre treinador e direção, apesar de investimentos significativos no plantel.
  • Investimentos aproximados de cerca de 130 milhões de euros não resultaram em melhoria de qualidade face à temporada anterior; ainda, houve críticas à forma como foi conduzida a Assembleia Geral, online e sem auditoria independente.

Benfica vive mais uma derrota que alimenta críticas internas sobre organização e planeamento. O foco recai sobre a gestão, a aposta em treinadores e a falta de uma identidade clara para a equipa. O tema ganhou força após as meias-finais da Taça da Liga.

Analistas apontam para um ciclo de mudanças constantes no plantel, com saídas seguidas de compras disfarçadas de reconfiguração. Observa-se aumento de orçamentos e endividamento da SAD, sem definição de rumo estratégico.

Há quem destaque falhas no processo de escolha do treinador e na comunicação da direção com adeptos. No ambiente interno, reforça-se a necessidade de critérios objetivos e de consistência na liderança do balneário.

Falta de processo

O texto analisa que o treinador é a peça-chave, mas a seleção tem sido feita sem critérios claros e convicções firmes. Questiona-se como o clube contextualiza o plantel, o estilo de jogo desejado e a liderança no balneário.

Segundo a análise, a ausência de alinhamento entre objetivos desportivos e gestão cria uma discordância entre o que se espera da equipa e o que é executado no relvado. O retrato é de gestão recente sem rumo definido.

O artigo também aponta que, segundo Rui Costa, o Benfica contratou um treinador com perfil vencedor. Quando os resultados não aparecem, o equilíbrio entre o perfil e o desempenho fica em causa, acrescenta o texto.

O que torna tudo inexplicável

A expressão usada por José Mourinho sobre a derrota diante do SC Braga é citada como reconhecimento de falhas estruturais. A peça sustenta que a árvore (treinador) não sustenta a floresta (estrutura), levando a dúvidas sobre responsabilidades.

É ainda referido o investimento de quase 50 milhões de euros em jogadores como Schjelderup, Ivanovic, Prestianni e Sidny Cabral, e a percepção de que o plantel não é superior ao da época anterior. O foco permanece na necessidade de justificar escolhas.

O artigo conclui que o problema do Benfica não é apenas perder jogos, mas a falta de clareza quanto ao que o clube pretende ser a médio e longo prazo, com uma gestão que não terá, até agora, definido um rumo firme.

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