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Publicação de ex-adjunto de Mourinho gera reação de adeptos do Manchester United

Rui Faria critica a dependência de planos de negócio e números na contratação de treinadores, alimentando controvérsia entre adeptos do Manchester United

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Rui Faria e José Mourinho no Manchester United
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  • Rui Faria, antigo adjunto de José Mourinho, recorreu às redes sociais para refletir sobre a contratação e o despedimento de treinadores por parte dos grandes clubes.
  • A publicação é interpretada por adeptos do Manchester United como um possível recado aos red devils, com comentários no X a sugerirem uma mensagem subtil.
  • Faria sustenta que a filosofia de um grande clube costumava centrar-se nos troféus, com os treinadores contratados pelas suas séries de vitórias.
  • Argumenta que hoje o plano de negócios do clube se baseia em números e objetivos por departamentos, o que pode minar a autoridade do treinador, independentemente dos resultados.
  • Relembra que foi adjunto de Mourinho na U. Leiria, no FC Porto, no Chelsea, no Inter, no Real Madrid e no Manchester United, e que esteve à frente do Al Duhail, no Qatar, em 2018/19; está sem clube desde então.

Rui Faria, antigo adjunto de José Mourinho, recorreu às redes sociais na sexta-feira para partilhar uma reflexão sobre a contratação e o despedimento de treinadores pelos grandes clubes. A publicação tem sido encarada por alguns adeptos do Manchester United como um recado ao clube.

Na sua intervenção, Faria sustenta que a filosofia de um grande clube costumava focar-se nos troféus, com treinadores contratados pela sequência de vitórias para atingir objetivos. Hoje, afirma, os planos são, muitas vezes, orientados pela disponibilidade de aceitar o plano de negócios do clube.

O ex-treinador-adjunto sustenta que os treinadores são pressionados a gerir o projeto desportivo de forma dual, influenciando diferentes departamentos para alcançar o sucesso desportivo, ao mesmo tempo que percepcionam um menor controlo sobre decisões-chave.

De acordo com Faria, o plano de negócios centra-se em números, com cada área a defender os seus próprios objetivos, mesmo que isso pese na obtenção de pontos e troféus. O resultado é uma percepção de poder reduzido do treinador.

Faria lembra ainda o percurso enquanto adjunto de Mourinho em diversas equipas, entre elas U Leiria, FC Porto, Chelsea, Inter, Real Madrid e Manchester United. Em 2018/19 dirigiu o Al Duhail, do Qatar, saindo na temporada seguinte.

O técnico esteve, desde então, sem clube. A análise publicada nas redes não inclui declarações diretas de clubes ou personalidades oficiais, mantendo o foco na relação entre gestão desportiva e resultados dentro do campo.

A reflexão de Faria surge num momento de debate sobre a estabilidade de treinadores na elite do futebol, com várias estruturas a reverem contratos, planeamento e poder de decisão no interior dos clubes.

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