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Sem VAR no jogo de ontem, a final poderia ter equipa diferente

Diretor Técnico Nacional de Arbitragem afirma que sem VAR no jogo de ontem, a equipa finalista poderia ser outra, e adianta alterações ao protocolo

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Duarte Gomes faz revelações
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  • Duarte Gomes, Diretor Técnico Nacional de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol, afirma que os árbitros têm de melhorar e que o protocolo do VAR vai sofrer alterações.
  • A intervenção ocorreu numa palestra à margem da Allianz Cup, onde realça que jogadores, treinadores e árbitros podem contribuir para um futebol de maior qualidade.
  • Segundo o responsável, as maiores interrupções não são apenas faltas, mas demoras no recomeço do jogo, pontapés de baliza, lançamentos laterais, assistência médica, substituições e conflitos entre jogadores, com o VAR a surgir entre os factores.
  • Anuncia mudanças no protocolo para reduzir a perda de tempo, incluindo limitações ao envolvimento do VAR no recomeço, cantos e lançamentos, e reforço da prevenção e punição de irregularidades.
  • O peso económico e desportivo do tema é sublinhado, com referência a um caso de Sportings 1-2 V. Guimarães: se não houve VAR, a equipa que iria à final poderia ter sido outra.

Duarte Gomes, Diretor Técnico Nacional de Arbitragem da FPF, afirmou que os árbitros precisam de melhorar e que o protocolo do VAR terá alterações. A intervenção ocorreu numa palestra à margem da Allianz Cup.

O responsável explicou que existem três agentes desportivos que podem contribuir para a melhoria do futebol: jogadores, treinadores e árbitros. Ressalvou ainda que a qualidade da arbitragem está ligada à qualidade do jogo e ao recrutamento, que atravessa dificuldades de retenção de profissionais.

Gomes apontou que as paragens do jogo são, na maioria, consequência de atrasos no recomeço, pontapés de baliza e lançamentos. Sublinhou que as substituições, o conflito entre jogadores e a consulta do VAR se inserem nessa dinâmica, com impacto na fluidez do encontro.

Mudanças ao protocolo do VAR

O dirigente adiantou que o VAR não intervém em recomeços de jogo, cantos e lançamentos em determinadas situações. O protocolo, segundo ele, amadurece e poderá sofrer alterações para melhorar prevenção e punição de perda de tempo.

O responsável aponta ainda para a necessidade de equilibrar o controlo disciplinar com a liberdade de jogo, reconhecendo que oVAR tem efeito direto na gestão de decisões que afetam o resultado.

Foi referido o impacto financeiro e de reputação em cada decisão de arbitragem, com discussões já em curso sobre ajustes que possam reduzir controvérsias sem comprometer a integridade do desporto.

O próprio Duarte Gomes citou um exemplo de um jogo recente entre Sporting e Vitoria de Guimarães, sugerindo que, sem o VAR, o desfecho poderia ter sido diferente, o que reforça a importância de uma gestão eficaz do protocolo.

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