- O texto afirma que a preparação no futebol vai além dos noventa minutos, com mais competições, calendários mais densos e plantéis diversificados.
- Equipas técnicas multidisciplinares, incluindo treinadores-adjuntos, analistas, treinadores de guarda-redes e preparadores físicos, são centrais para a qualidade do jogo e a evolução dos atletas.
- Existe uma fragilidade estrutural: muitas dessas profissões carecem de regulamentação clara, valorização profissional e enquadramento legal/formativo reconhecido.
- Falta proteção, reconhecimento institucional e uma política estruturada que acompanhe a importância destas funções no desporto.
- O texto pede medidas concretas das entidades governamentais, da Federação e da Liga para regulamentar, certificar competências e assegurar o futuro destas profissões; a ANTF defende a valorização para credibilizar o treino em Portugal.
No futebol atual, a preparação vai além dos 90 minutos. Bruno Travassos defende que o aumento de competições, a densidade dos calendários e a diversidade dos plantéis tornam o treino mais complexo, exigindo conhecimento especializado e planeamento rigoroso.
As equipas técnicas tornaram-se multidisciplinares, com treinadores adjuntos, analistas, treinadores de guarda-redes e preparadores físicos a contribuir decisivamente para a qualidade do jogo e para a prevenção de lesões. Estas funções ajudam a gerir atletas como ativos desportivos e económicos.
Contudo, persiste uma fragilidade estrutural: muitas profissões associadas ao treino carecem de regulamentação clara, valorização profissional e enquadramento legal. Falta proteção institucional e uma política de apoio que reconheça a importância destas funções nas equipas.
Regulamentação e reconhecimentos profissionais
Desafiando o governo, a Federação e a Liga, Travassos solicita medidas concretas para regulamentar, certificar competências e assegurar o futuro das inúmeras profissões ligadas ao treino. A ideia é criar caminhos formais de qualificação e proteção laboral.
A Associação Nacional de Treinadores de Futebol (ANTF) assume que valorizar estas funções não é apenas reconhecer a realidade, mas tornar credível e sustentável o treino e a atuação de treinadores em Portugal. A defesa passa pela regulamentação e pela criação de oportunidades de formação contínua.
O texto reforça que a evolução do treino depende de estratégias estruturadas e de critérios profissionais bem definidos. A prioridade é garantir que todos os especialistas envolvidos no desenvolvimento dos atletas possam progredir de forma estável e reconhecida.
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