- O presidente da FIFA, Gianni Infantino, admitiu na cimeira World Sports, no Dubai, que pode haver mudança à regra do fora de jogo para tornar o futebol mais ofensivo.
- A proposta defendida por Arsène Wenger visa beneficiar quem ataca, alterando o critério para assinalar fora de jogo.
- A nova forma prevê que só haja fora de jogo quando o atacante no meio-campo adversário, ao receber a bola, estiver adiantado em relação ao penúltimo opositor e influenciar a jogada.
- As alterações já foram testadas em torneios de juventis e precisam de aprovação do International Board, com a próxima reunião marcada para 20 de janeiro de 2026, em Londres.
- A FIFA também avalia medidas para reduzir paragens de jogo, visando manter o fluxo da partida.
O presidente da FIFA, Gianni Infantino, admitiu na World Sports, em Dubai, a possibilidade de mudar a regra do fora de jogo para tornar as partidas mais ofensivas. A ideia surge no quadro de estudo sobre evolução das leis do jogo.
O francês Arsène Wenger, diretor de desenvolvimento do futebol mundial, apoia a mudança. A proposta visa beneficiar quem ataca, definindo o fora de jogo com base na posição do atacante no meio-campo apenas quando interfere ativamente na jogada após o toque de um colega.
Infantino afirmou que a evolução da regra pode exigir que o atacante esteja completamente adiantado para ser considerado fora de jogo, em vez de apenas alinhado com o penúltimo defensor.
Avanços e próximos passos
As alterações já foram testadas em torneios de base, e precisam da aprovação do IFAB, órgão que supervisiona as regras. A próxima reunião anual está marcada para 20 de janeiro de 2026, em Londres, antes da validação pela FIFA.
O presidente também mencionou avaliar medidas para reduzir atrasos no jogo, para manter o ritmo adequado das partidas. A discussão envolve o equilíbrio entre fluidez e justiça no lance de ataque.
A regra do fora de jogo existe desde 1863 e foi atualizada pela última vez em 1990, incidindo sobre o atacante adiantado perante o penúltimo opositor. Ainda hoje, mantém-se como uma das leis mais antigas do futebol.
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