Carlos Queiroz criticou o atual formato do Mundial de futebol, após a derrota da sua equipa. O Gana foi eliminado na fase de grupos, mas avançou aos 16 avos como um dos melhores terceiros classificos.
O treinador português, de 73 anos, afirmou que, com tantas selecções a apurar-se, o valor do torneio deixa de ser raro. Diz que a qualificação está a tornar-se menos exigente e que o Mundial devia manter significado e rigor competitivo.
Queiroz destacou que hoje em dia o dinheiro domina a construção dos plantéis e que a perceção mudou: onde antes se falava de futebol, hoje se fala de moneyball. O selecionador acrescentou que o verdadeiro Mundial começa na próxima eliminatória.
O Gana encara agora a Colômbia, vencedora do Grupo K, na feira seguinte, avançando para a fase a eliminar. A equipa quis reforçar o engajamento dos jogadores com foco no encontro seguinte. A próxima ronda é considerada decisiva para o objetivo de seguir em competição.
Perspetiva e contexto
Queiroz assumiu o comando do Gana em abril e, após a derrota frente à Croácia, aponta para uma mudança de dinâmica no futebol internacional. O técnico sublinha que o custo de qualificação não pode excluir a exigência competitiva entre equipas. A eliminatória seguinte é vista como o marco de viragem para o campeonato.
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