A seleção do Irão empatou 2-2 com a Nova Zelândia, na Califórnia, no Mundial. O jogo ocorreu na fase de grupos e a equipa teve ainda de regressar ao México, onde mantém o quartel-general, logo após o apito final. Os jogadores não tiveram tempo para recuperação, o que já comprometeu o planeamento da equipa.
O treinador Amir Ghalenoei afirmou que receberam ordens para sair de imediato, sem o tempo necessário para descansar antes das próximas partidas. O técnico descreveu a situação como estranha e sem explicação, apontando que a viagem e o retorno a Tijuana dificultaram a preparação.
Mehdi Taremi, capitão da equipa, revelou que a deslocação entre Tijuana e Los Angeles consumiu cerca de cinco horas, entre viagens e fiscalizações. O jogador reforçou que a FIFA deveria intervir, visto que a falta de tempo de recuperação é prejudicial ao grupo.
Deslocação abrupta e críticas à organização
Ghalenoei destacou que muitos atletas tiveram cãibras durante o encontro, associando o problema à preparação e aos obstáculos burocráticos anteriores ao jogo. A Federação iraniana já tinha visto dificuldades com vistos para membros da delegação, incluindo o presidente e jornalistas, o que intensifica o desconforto da equipa.
O Irão volta a entrar em campo no domingo, frente à Bélgica, em Inglewood (Califórnia). A fase de grupos encerra-se em Seattle, diante do Egito, na próxima semana. A equipa mantém-se concentrada, apesar das adversidades de logística durante o Mundial.
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