O Irão denunciou, na última madrugada, discriminação e constrangimentos após ser obrigado a regressar ao México a seguir à estreia frente à Nova Zelândia, que terminou empatada 2-2. No mesmo momento, Gianni Infantino, presidente da FIFA, visitou o balneário da equipa.
A passagem de Infantino ocorreu num momento em que a delegação iraniana atravessava um período de tensões geopolíticas. O dirigente mostrou apoio aos jogadores, sublinhando que a seleção está a competir no Mundial e que ainda tem dois jogos pela frente, com a equipa a receber o acolhimento de parte do público.
Amir Ghalenoei, selecionador, explicou que a federação tinha autorizado a permanecia em Los Angeles até à manhã seguinte, mas a equipa foi obrigada a seguir para Tijuana, onde instalou a base de treinos, devido a decisões externas. O técnico classificou a delegação como uma das mais oprimidas do torneio.
Contexto geopolítico e vistos. Mehdi Taremi lamentou o desgaste das constantes deslocações entre México e EUA e pediu mais apoio da FIFA, considerando que o organismo pode agir em situações como esta. O antigo ponta de lança também indicou que Infantino quer ajudar, mas existem entraves administrativos.
Mehdi Torabi viu o seu visto expirar pouco depois de entrar nos EUA, já que o documento permitia apenas uma entrada. A Federação Iraniana já pediu a emissão de um novo visto para o segundo jogo, frente à Bélgica, em Los Angeles.
O dia ficou marcado pela instabilidade política, com a notícia de que Donald Trump anunciara um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz. Mesmo assim, a equipa técnica agradeceu o apoio dos adeptos iranianos presentes no estádio de Los Angeles.
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