A Cidade do México aguarda o arranque do Mundial de Futebol 2026, marcado para quinta-feira, com o México a receber a seleção sul-africana. O evento ocorre numa conjuntura de obras de requalificação ainda por concluir e de manifestações contra o Governo, gerando apreensão entre autoridades e visitantes.
As obras, iniciadas tardiamente em 2024, incluem a requalificação do Estádio da Cidade do México, remodelação de 20 estações de metro e intervenções na rede de transportes. O governo destinou 30 milhões de pesos a mais de 2.000 intervenções, visando mobilidade e turismo.
Obras e mobilidade
Na prática, a conclusão das intervenções está aquém do esperado a dois dias do primeiro jogo. Estações do metro apresentam pavimentos por terminar, torniquetes inoperacionais e sinalética incompleta, com pó e maquinaria a dominar acessos.
Além disso, várias intervenções afetam a circulação na cidade, com obras de desentupimento de vias, melhorias no aeroporto e a Calçada Flutuante de Tlalpan. A expectativa é acomodar centenas de milhares de fãs na maior zona metropolitana.
Segurança e manifestações
Entre os problemas de segurança, destacam-se detenções e a apreensão de 59 engenhos explosivos caseiros que, segundo autoridades, poderiam ter sido usados no dia inaugural. Paralelamente, protestos da CNTE bloquearam vias centrais e atingiram instalações mediáticas.
Na quinta-feira, juntam-se às marchas pedidos de famílias de pessoas desaparecidas e reivindicações de trabalhadores de transportes, pensionistas de petróleo e profissionais de saúde. As autoridades tentam manter a ordem durante o evento.
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