A contagem decrescente para o Mundial de 2026 está a chegar ao fim. Países anfitriões da América do Norte preparam-se para receber o maior torneio de sempre, com o México a abrir frente à África do Sul. O evento começa numa edição partilhada entre três países: Estados Unidos, Canadá e México.
Em Kansas City, Missouri, o jogo de abertura está marcado para 16 de junho. Organizações locais afirmam que as infraestruturas e redes de transporte já passaram por intensos testes para acolher centenas de milhares de visitantes. A cidade destaca-se como uma das várias que integram a zona de competição.
Nos Estados Unidos, 75% do Mundial será disputado, com 78 dos 104 jogos em 11 cidades anfitriãs. Em Toronto, Canadá, a cidade prevê receber seis encontros a partir desta sexta-feira, reforçando a diversidade do país anfitrião e o impacto turístico de grande dimensão.
Desafios logísticos e restrições de vistos
A organização também enfrenta obstáculos, nomeadamente o custo elevado dos bilhetes e restrições de entrada impostas por alguns países. Ontem, o árbitro Omar Artan, de origem somali, foi recusado a entrar nos EUA, suspendendo a sua participação na fase final. Artan tinha sido anunciado entre os 52 árbitros nomeados pela FIFA.
A FIFA afirmou que não está envolvida nos procedimentos de imigração e que o estatuto do árbitro não será alterado no momento. A situação acontece num contexto de tensões políticas que já geraram controvérsia internacional. Entre os países com restrições estão Haiti, Irão, Senegal e Costa do Marfim.
Preparativos e perspectivas
As autoridades mexicanas anunciaram que o país acolhe seis seleções, incluindo o Irão, envolvido numa guerra diplomática com os Estados Unidos. O contingente iraniano terá o seu campo-base no México, com deslocações apenas para Los Angeles nos dias de jogo, regressando de imediato ao México entre partidas.
Enquanto os trabalhos de preparação prosseguem, a FIFA continua a enfatizar que o torneio histórico acontecerá em três países de forma simultânea. As atenções mundiais permanecem voltadas para o pontapé de saída e para a capacidade das cidades anfitriãs em gerir o volume de visitantes.
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