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Fracasso da geração de ouro no Mundial 2002 revela falhas em todos os níveis

Falhanço da geração de ouro em 2002 encerra o ciclo, com expulsão de João Vieira Pinto e controvérsias disciplinares a marcar o Mundial

Seleção Nacional a preparar a competição em 2002
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  • A geração de ouro de Portugal falhou no Mundial de 2002, disputado na Coreia do Sul e no Japão, terminando na fase de grupos.
  • João Vieira Pinto foi expulso num jogo frente aos Estados Unidos, o que agravou a imagem da seleção e afastou-se por seis meses da equipa.
  • Luís Figo chegou em mau estado físico à competição, contribuindo para o desempenho aquém do esperado, apesar de um regresso com esforço.
  • Portugal ganhou 4-0 à Polónia com hat-trick de Pauleta, mas o Mundial acabou com a derrota frente à Coreia do Sul, após expulsões de Pinto e Beto.
  • O selecionador António Oliveira foi despedido após o torneio; Pauleta marcou oito golos e Nuno Gomes somou sete a partir do banco.

Portugal falhou de forma expressiva no Mundial de 2002, na Coreia do Sul e no Japão, após chegar com a expectativa elevada fruto do Euro 2000. A equipa, conhecida como a “geração de ouro”, foi eliminada ainda na fase de grupos, com um desempenho marcado por problemas disciplinares.

O torneio começou com derrota contra os Estados Unidos (2-3), num jogo em que Portugal entrou mal e permitiu três golos nos primeiros toques. A indisponibilidade física de Luís Figo foi apontada como um dos fatores, agravando a pressão sobre o colectivo.

No regresso, o conjunto luso venceu a Polónia por 4-0, em grande parte graças a um hat-trick de Pauleta. Contudo, a motivação não se manteve e o último encontro da fase de grupos frente à Coreia do Sul terminou com uma derrota por 0-1, após expulsões de João Vieira Pinto (27′) e Beto (66′).

A equipa terminou o grupo com duas derrotas e um empate, sem conseguir seguir em frente. O marcador na última ronda confirmou a eliminação, com a Coreia do Sul a aproveitar o momento e manter o resultado até ao final.

Dentro do núcleo estratégico, o selecionador António Oliveira viu o início da competição complicar-se pela organização do estágio prévio no Macau, com calor e humidade muito acima das condições sul-coreanas. As escolhas de gestão da equipa também foram objeto de críticas.

A derrota final deixou Portugal fora dos oitavos de final, repetindo a eliminação precoce de Saltillo 1993 sob circunstâncias semelhantes. A participação ficou marcada pela ausência de Figo e por decisões táticas contestadas ao longo do campeonato.

Depois do Mundial, Oliveira foi afastado do posto. Em termos de resultados, Portugal terminou o torneio sem derrotas, mas com uma evolução aquém do esperado, falhando uma qualificação que já tinha sido brilhante na fase de grupos de qualificação.

A performance coletiva do plantel foi analisada como forte em certos jogos, com vitórias expressivas e respostas a dificuldades. Mesmo assim, a equipa não conseguiu manter o mesmo nível apresentado no Euro 2000.

Entre os jogadores, Figo destacou-se politicamente como líder da equipa, somando dois golos decisivos contra a Holanda e um papel central nos encontros-chave, enquanto Pauleta acumulou oito tentos no Mundial.

No conjunto, a seleção mostrou capacidades de resposta em momentos críticos, incluindo reconversões tácticas frente aos neerlandeses, mas o desastre inicial e as expulsões comprometeram o percurso.

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