O Mundial de 2026, que se realiza nos EUA, Canadá e México, promete ser o maior de sempre. Milhares de fãs devem acompanhar os jogos em todo o mundo, com várias cidades a acolher a competição. A combinação entre futebol, trabalho remoto e viagens está a ganhar fôlego.
Uma análise da 20i avaliou as 16 cidades anfitriãs com base em conectividade, espaços de coworking, assistência técnica, saúde, cibersegurança, alojamento perto dos estádios e custo de vida. A ideia é identificar destinos que equilibrem futebol, custos e condições para quem trabalha à distância.
A avaliação aponta Toronto e Vancouver como líderes, com pontuações de 200,0 e 163,3 em 250, respectivamente. Houston e Filadélfia ficaram com 146,7; o México destaca-se pela acessibilidade, mas fica atrás na cibersegurança.
Aspetos práticos: coworking e internet
Nova Iorque–Nova Jérsia destaca-se pela oferta de 266 espaços de coworking, o que representa vantagem relevante para quem trabalha remotamente durante o torneio. A cidade ficou em quinto lugar no agregado final.
Cidade do México e Toronto também apresentam números elevados de espaços de trabalho, enquanto Kansas City surge com menos opções, apenas 13. Em termos de cibersegurança, o México fica aquém do nível considerado seguro pelo estudo.
As velocidades de internet destacam Toronto e Vancouver, ambas acima de 200 Mbps de download, seguidas de Miami. Nos EUA, a conectividade é estável, com o México a apresentar velocidades inferiores à média.
Custo de vida e alojamento
Acessibilidade em termos de custo de vida aparece como ponto forte do México, com Guadalajara e Cidade do México a oferecerem alojamento acessível, comida, bebidas e táxis a preços competitivos. Em média, uma cerveja na pressão custa cerca de 3,02 dólares e uma corrida de taxi percorre 1,02 dólares por km.
Nos EUA, os preços são mais elevados: uma cerveja fica perto de 7,27 dólares e o táxi, 1,73 dólares por km. A alimentação varia, com refeições económicas nos EUA a custarem cerca de 12,46 dólares, valor superior ao México.
No Canadá, o custo de vida fica entre os dois países vizinhos, com refeições, cerveja e táxis mais acessíveis do que nos EUA, mas ainda assim acima dos valores mexicanos.
Alojamento próximo dos estádios
A oferta de alojamento acessível junto aos recintos varia bastante entre cidades. Em Boston, não havia opções perto do estádio por menos de 4 000 dólares para sete noites. Atlanta tinha poucas opções económicas, e Dallas e a área da Baía de San Francisco registavam entre 17 e 20 opções próximas.
Cidade do México lidera pela disponibilidade de alojamento próximo aos estádios, com maior variedade para quem tem orçamento restrito. As cidades canadenses e mexicanas, em geral, oferecem mais opções para quem procura tarifas mais em conta.
Fuso horário e implicações para o trabalho remoto
Embora não tenha sido incluída na classificação global, a diferença horária é relevante. Destinos da costa leste oferecem melhor sobreposição com horários europeus, com até três horas de diferença com equipas em Londres, facilitando a coordenação.
Cidades da costa oeste apresentam menor sobreposição com horários europeus e com agendas de Asia-Pacífico, o que pode exigir ajustes de início ou fim de jornada por parte dos trabalhadores remotos.
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