A FIFA está a ser alvo de escrutínio nos EUA devido aos preços elevados dos bilhetes para o Campeonato do Mundo, bem como às táticas de venda que, segundo os adeptos, criaram condições de compra pouco favoráveis. Procuradores-gerais de Nova Iorque e Nova Jérsia anunciaram na terça-feira uma investigação às práticas de venda da organização.
As autoridades pediram informações à FIFA sobre vários aspetos, incluindo o uso de modelos de preços variáveis que contribuíram para valores altos em muitos jogos e a reformulação dos mapas dos estádios, que terá colocado lugares mais afastados do campo. O foco principal situa-se nos bilhetes para o MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jérsia.
Nova Iorque e Nova Jérsia, onde decorrem oito partidas do Mundial, incluindo a final, pretendem apurar se há violação das leis de proteção do consumidor. Em colaboração com o Departamento de Proteção do Consumidor e do Trabalhador de Nova Iorque, pretendem esclarecer práticas de venda e transparência.
Segundo as autoridades, o Mundial começa a 11 de junho com jogos no México. O primeiro encontro no MetLife Stadium, com cerca de 82 mil lugares, está marcado para 13 de junho entre Brasil e Marrocos. O estádio costuma ser conhecido como New York New Jersey Stadium para o evento.
Alguns bilhetes para a final, a 19 de julho, chegam a valores próximos de 33.000 dólares. Na semana passada, a Câmara de Nova Iorque anunciou a criação de uma lotaria para 1.000 bilhetes destinados a residentes, com custo de 50 dólares cada, para os jogos no MetLife (excluindo a final).
Historicamente, a FIFA disponibilizava bilhetes mais acessíveis, com aproximadamente 60 dólares por jogo, distribuídos através das federações nacionais. A FIFA não efetuou comentários sobre a investigação.
Autor: Associated Press
Entre na conversa da comunidade