Paolo Zampolli, enviado especial dos EUA, pediu à FIFA que substituísse o Irão pela Itália no próximo Mundial, mesmo sem qualificação italiana. A sugestão foi comunicada ao ex-presidente Donald Trump e ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, segundo a atribulada entrevista ao Financial Times.
Zampolli, que é italiano e vive nos EUA, afirmou ter feito a proposta por considerar a Itália uma das seleções mais vitoriosas e com grande pedigree para o torneio que se realiza nos Estados Unidos, México e Canadá. A ideia surge num contexto de tensões políticas entre Roma e Washington.
A Itália ficou de fora do Mundial pela terceira vez consecutiva, após perder o playoff decisivo para a Bósnia e Herzegovina nos penáltis. A participação do Irão no Mundial tem estado em questão desde o início do conflito com a guerra na região.
Contexto e Reações
A FIFA não comentou o pedido de Zampolli, remetendo-se à posição de Infantino de que o Irão deve jogar no Mundial. Infantino já afirmou que o Irão tem direito de competir e que o desporto deve ficar alheio à política.
Durante um amistoso entre Irão e Costa Rica na Turquia, Infantino reiterou que o Irão estará no Mundial e que cumpre as regras do sorteio. A Federação Iraniana de Futebol anunciava negociações com a FIFA para ajustar a participação do país.
A governamental Federação de Futebol Iraniana indicou que a seleção se prepara para representar o Irão no Mundial, com treino marcado para o Arizona até 10 de junho, cumprindo as exigências de alojamento e adaptação.
Possível substituição e enquadramento
Se o Irão abandonasse a qualificação, a FIFA teria de escolher outra equipa para manter o equilíbrio geográfico. A Itália surge como opção provável com base na classificação atual, ocupando a 12.ª posição mundial.
A sugestão de Zampolli é vista como parte de um movimento para melhorar relações entre Trump e a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, que recentemente enfrentou críticas públicas do Presidente dos EUA.
Contexto político
Trump tem mantido tensões com Meloni, que acusou de não apoiar a posição italiana sobre o Irão. As discordâncias entre ambos refletiram uma fase de atritos entre as lideranças transatlânticas, sem influência direta nas decisões da FIFA.
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