O comissário europeu Glenn Micallef criticou a decisão da World Aquatics de permitir aos nadadores russos e bielorrussos competir com bandeiras e hinos. A medida foi anunciada na quinta-feira, no contexto da guerra na Ucrânia, e visa igualdade de condições nas provas internacionais.
O comissário afirmou que o desporto não pode premiar a agressão e que a Europa não aceita a normalização desta situação. A crítica foca na tentativa de manter a participação sem enfrentar sanções ou consequências políticas.
A World Aquatics informou que, no dia 13, o conselho decidiu pela participação de atletas de ambos os países com respetivos equipamentos, bandeiras e hinos, após reviews às restrições desde 2022. A decisão foi tomada após consulta às unidades de integridade e à comissão de atletas.
Reação e contexto
Husain Al Musallam, presidente da World Aquatics, defendeu que a organização procura manter o desporto separado de conflitos, mantendo as competições como espaço de encontro entre atletas de diferentes nações. Russia e Bielorrússia recuperam, assim, o estatuto pleno na federação.
A medida insere-se num debate global sobre a reintegração de países envolvidos em conflitos, com várias modalidades a adoptarem soluções distintas, incluindo exclusões totais, neutralidade ou reintegração gradual. A decisão continua a gerar reações diversas no desporto internacional.
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