A seleção portuguesa deslocou-se à América para dois jogos amistosos, frente aos Estados Unidos e ao México. Os encontros não geraram grandes certezas sobre a lista para o Mundial 2026, mas ajudaram a esclarecer alguns nomes e cenários. Depois da vitória por 2-0 em Atlanta, as indicações mantiveram-se no mesmo sentido: quem está dentro ainda não está definitivo.
No eixo central, António Silva e Tomás Araújo voltaram a dividir minutos, sem brilho evidente, mas sem falhas graves. A decisão pode depender dos minutos que tiverem até maio, segundo a avaliação de quem guia a equipa. A dupla continua na linha de observação para o quinto central.
Meio-campo e lateral-direito
Samu Costa ganhou protagonismo de Martínez, com duas entradas como titular. O médio do Maiorca não brilhou de forma categórica, mas justificou estar na órbita de convocação, sobretudo se a forma de João Palhinha não convencer até maio. Manter este jogador na equipa é uma possibilidade que persiste.
A posição de segundo lateral-direito permanece em aberto. Matheus Nunes não confirmou a subida definitiva frente a Nélson Semedo, o que deixa Roberto Martínez a decidir entre a polivalência do jogador do Manchester City e a experiência do lateral do Fenerbahçe. A escolha poderá recair sobre o perfil que melhor se adapta ao jogo do Mundial.
Ataque e opções de ataque
No ataque, Paulinho parece próximo de ter lugar quase obrigatório, com Guedes a representar o papel de atacante interior. A escolha tende a favorecer o jogador da Real Sociedad, especialmente pela presença de Guedes na função que Diogo Jota ocupava. Paulinho, por outro lado, foi visto a entrar pouco tempo contra os EUA.
Pedro Gonçalves foi utilizado de forma conservadora, sem minutos no segundo jogo, com MartÍnez a justificar receio de desgaste em Atlanta. Ricardo Horta surgiu em segunda linha na partida frente aos EUA, mas também não teve tempo frente ao México. A concorrência permanece aberta entre Gonçalves, Horta e Mateus Fernandes.
Observações finais sobre o plantel
Mateus Fernandes foi apenas apresentado ao grupo na América, sem participação efetiva no jogo de estreia. Já Ricardo Velho fez apenas o estágio no conjunto nacional, mantendo o estatuto de quarto guarda-redes em função da lesão de Diogo Costa. O resto da comitiva seguiu para o próximo estágio de preparação.
Conclui-se que a viagem não alterou significativamente o leque de convocados, servindo sobretudo para confirmar quem tem lugar assegurado e quem pode estar em risco. O tempo para escolher o plantel final parece cada vez mais curto, com Maio a ditar grande parte das decisões.
Entre na conversa da comunidade