Portugal recolheu pela primeira vez três medalhas em Mundiais de atletismo em pista curta, disputados em Torun, Polónia, entre sexta e domingo. A delegação portuguesa alcançou a melhor pontuação de sempre, com 30 pontos.
A dupla de ouro no salto em comprimento, Agate Sousa e Gerson Baldé, abriu caminho a novos máximos. Isaac Nader garantiu prata nos 1.500 metros, contribuindo para o recorde histórico de medalhas. A comitiva contou com 19 atletas, a maior desde Glasgow 2024.
Domingos Castro chefiou a equipa e realçou o ambiente construtivo, que ajudou a somar três medalhas numa edição em que Portugal terminou no quarto lugar no medalheiro e no 11.º na classificação por pontos.
Resultados e recordes
Gerson Baldé somou o melhor salto do ano, 8,46 metros, a que se juntaram outras marcas relevantes. Sofia Lavreshina bateu o recorde pessoal nos 400 metros com 51,87. As estafetas 4×400 também contribuíram com marcas competitivas.
Sete pontos para Isaac Nader ajudaram a completar os 30 no total, com Auriol Dongmo a somar um ponto ao ficar em oitavo no peso. As cinco marcas nacionais inauguraram o conjunto de recordes nacionais na edição.
Perspetivas e contexto
A FPA assinalou que o desempenho reflete o trabalho dos atletas, treinadores e equipas técnicas envolvidas. O presidente Domingos Castro apontou a necessidade de infraestrutura, defendendo a construção de uma pista coberta para treino durante o inverno.
Os Mundiais encerraram com os Estados Unidos em primeiro, seguidos do Reino Unido e de Itália. Portugal continua a somar participações de relevo e reforça o historial de 20 medalhas em Mundiais de indoor, com sete de ouro até ao momento.
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