- O selecionador de râguebi de Portugal, Simon Mannix, lamentou não ter acesso total aos jogadores do campeonato português para os Lusitanos XV, o que ele diz limitar a evolução da equipa.
- Em entrevista à Lusa, dias após a vitória no Rugby Europe Championship 2026, Mannix pediu um entendimento entre todos os agentes da modalidade para libertarem os melhores jogadores, afirmando que a evolução da seleção depende dos clubes.
- Nos Lusitanos XV, Mannix utilizou 58 jogadores nesta campanha; a final foi perdida para Castilla y León Iberians, que apresentavam 27 jogadores sob contrato e disponibilidade total.
- Questionou a possível profissionalização dos Lusitanos XV, referindo que, em outros países que vão ao Mundial, os treinadores têm acesso total aos seus jogadores; disse que cabe ao presidente e ao diretor de alto rendimento decidir.
- Acrescentou que, após o Rugby Europe Championship, os jogadores ficarão 10 semanas a competir pelos clubes, ritmo inferior ao internacional, o que o obrigará a recomeçar o trabalho fisicamente no início da época, defendendo uma visão de longo prazo para o râguebi português.
O selecionador de râguebi de Portugal, Simon Mannix, pediu hoje mais acesso aos jogadores do campeonato para a preparação dos Lusitanos XV. Em declarações à Lusa, o treinador australiano, contratado em 2024, apontou que sem esse acesso é difícil acompanhar a evolução dos adversários.
Após a conquista do Rugby Europe Championship 2026, Mannix sublinhou que a evolução da equipa depende dos clubes e da disponibilidade dos seus melhores elementos. Defendeu que a profissionalização dos Lusitanos XV seria o caminho para manter o ritmo competitivo com as outras nações.
Situação dos Lusitanos XV
Os Lusitanos XV funcionam como uma franquia da Federação Portuguesa de Rugby e competem na Super Cup, frente clubes profissionais de países emergentes no rúgbi. Este ano, Mannix utilizou 58 jogadores ao longo da campanha, que terminou com a final perdida frente os Castilla y León Iberians.
A final da Super Cup revelou uma diferença de disponibilidade, com os espanhóis a terem 27 jogadores inscritos e totalmente disponíveis. O treinador considerou que enfrentar essa realidade num jogo decisivo evidencia a limitação de acesso aos melhores talentos nacionais.
Perspetiva sobre o futuro
Questionado sobre a profissionalização da equipa, Mannix afirmou que as decisões finais cabem ao presidente da FPR e ao diretor de alto rendimento. Reforçou a ideia de que as seleções que disputam Mundiais têm acesso total aos seus atletas, com exceção da Roménia, e que essa mudança é essencial para acompanhar o ritmo internacional.
Nesta linha, apontou ainda que, após o Rugby Europe Championship, os jogadores irão competir 10 semanas consecutivas nos campeonatos nacionais. O ritmo dessas provas é diferente do disputado em competição internacional, o que pode exigir um recomeço físico no final da época.
Oportunidade de longo prazo
Mannix afirmou que o foco está no desenvolvimento a longo prazo do râguebi português, não apenas numa participação pontual no Mundial. Garantiu que se for despedido, o cenário do râguebi nacional já terá dado passos importantes para a melhoria da estrutura e do acompanhamento dos jogadores.
Desde a sua chegada, Mannix soma 11 vitórias em 16 jogos à frente da seleção, com as últimas sete vitórias consecutivas, incluindo o título europeu de 2026. Portugal derrotou a Geórgia na final por 19-17, quebrando uma série de domínio georgiano na competição.
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