A Ucrânia denunciou pressões “sistemáticas” e sem precedentes sobre a sua equipa durante os Jogos Paralímpicos de Inverno, que decorrem com atletas russos e bielorrussos a competir sob as bandeiras dos respetivos países. A delegação ucraniana afirma que as atitudes começaram desde o início do evento. A denúncia foi apresentada num comunicado divulgado pela própria equipa.
Entre as ocorrências mencionadas, a Ucrânia aponta a retirada da bandeira do país na Aldeia Paralímpica por um membro da organização, após uma reclamação a bandeira foi recolocada num local menos visível. Em paralelo, atletas e técnicos teriam sido impedidos de reunir-se à noite para planear o dia seguinte, segundo a delegação.
Ainda segundo o comunicado, houve um incidente envolvendo a biatleta Oleksandra Kononova, que já conquistou medalhas, a quem teria sido tentada a remoção violenta de pequenos brincos com a bandeira ucraniana e a inscrição Parem a Guerra. Seis atletas russos e quatro bielorrussos participam nestes Jogos, com vagas atribuídas pelo IPC, sob as respetivas bandeiras.
Contexto da competição
O IPC autorizou a participação de atletas russos e bielorrussos nos Jogos Paralímpicos, o que gerou críticas na Ucrânia. O evento começou na sexta-feira anterior e inclui a possibilidade de exibir as bandeiras dos países, ainda que tenham sido impedidos de as exibir desde a invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022.
Reação e cerimónia de abertura
A Ucrânia anunciou o boicote à cerimónia de abertura, realizada na sexta-feira, na qual as comitivas da Rússia e da Bielorrússia foram vaiadas. O protesto foi acompanhado por países como República Checa, Estónia, Finlândia, Letónia, Polónia e Lituânia, que expressaram solidariedade com a Ucrânia.
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