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Ucrânia denuncia pressões da organização dos Paralímpicos de Inverno

Ucrânia acusa pressões sistemáticas do IPC desde o arranque dos Jogos, incluindo retirada da bandeira ucraniana e impedimento de reuniões noturnas de atletas

Atletas ucranianas na prova
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  • A Ucrânia denunciou pressões “sem precedentes” e sistemáticas desde o início dos Jogos Paralímpicos de Inverno, com participação de atletas russos e bielorrussos sob símbolos nacionais.
  • O comité ucraniano afirma que houve comportamentos vergonhosos, incluindo a retirada da bandeira da Ucrânia da Aldeia Paralímpica e a sua reposição num local menos visível após reclamação.
  • Também acusa impedimentos a atletas e treinadores de se reunirem à noite para planear o dia seguinte, e relata um incidente com a biatleta Oleksandra Kononova, a quem supostamente tentaram remover brincos com a bandeira ucraniana e a inscrição “Parem a Guerra”.
  • No total, foram admitidos seis atletas da Rússia e quatro da Bielorrússia para competir nos Jogos Paralímpicos, que começaram na sexta-feira, com os símbolos dos respetivos países.
  • A Ucrânia boicotou a cerimónia de abertura após a decisão do Comité Paralímpico Internacional (IPC) anunciada a 17 de fevereiro, sendo saudada por vaias à comitiva russa e bielorrussa e apoio de vários países europeus.

A Ucrânia denunciou pressões “sistemáticas” e sem precedentes sobre a sua equipa durante os Jogos Paralímpicos de Inverno, que decorrem com atletas russos e bielorrussos a competir sob as bandeiras dos respetivos países. A delegação ucraniana afirma que as atitudes começaram desde o início do evento. A denúncia foi apresentada num comunicado divulgado pela própria equipa.

Entre as ocorrências mencionadas, a Ucrânia aponta a retirada da bandeira do país na Aldeia Paralímpica por um membro da organização, após uma reclamação a bandeira foi recolocada num local menos visível. Em paralelo, atletas e técnicos teriam sido impedidos de reunir-se à noite para planear o dia seguinte, segundo a delegação.

Ainda segundo o comunicado, houve um incidente envolvendo a biatleta Oleksandra Kononova, que já conquistou medalhas, a quem teria sido tentada a remoção violenta de pequenos brincos com a bandeira ucraniana e a inscrição Parem a Guerra. Seis atletas russos e quatro bielorrussos participam nestes Jogos, com vagas atribuídas pelo IPC, sob as respetivas bandeiras.

Contexto da competição

O IPC autorizou a participação de atletas russos e bielorrussos nos Jogos Paralímpicos, o que gerou críticas na Ucrânia. O evento começou na sexta-feira anterior e inclui a possibilidade de exibir as bandeiras dos países, ainda que tenham sido impedidos de as exibir desde a invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022.

Reação e cerimónia de abertura

A Ucrânia anunciou o boicote à cerimónia de abertura, realizada na sexta-feira, na qual as comitivas da Rússia e da Bielorrússia foram vaiadas. O protesto foi acompanhado por países como República Checa, Estónia, Finlândia, Letónia, Polónia e Lituânia, que expressaram solidariedade com a Ucrânia.

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