- O Irão pode ser excluído do Mundial de 2026 pela FIFA por motivos de segurança, caso não se retire a participação, segundo o advogado Gonçalo Almeida.
- A Federação Iraniana de Futebol pode enfrentar multas entre 250 e 500 mil francos suíços se as razões para não participação não forem consideradas legítimas.
- A decisão final caberá à FIFA, com a possibilidade de avaliar o contexto de segurança entre EUA, Israel e Irão.
- O Irão tem jogos agendados com a Nova Zelândia (15 de junho), a Bélgica (21 de junho) e o Egito (26 de junho), todos em Los Angeles ou Seattle, na fase de grupos.
- O especialista aponta que um bloqueio total de atletas seria extremo, e existem hipóteses de transferir jogos para outros coanfitriões, embora isso não pareça provável.
O Irão pode ser excluído pela FIFA do Mundial de 2026 por motivos de segurança, caso não confirme a participação. A hipótese é discutida por um entendimento de cenário entre as partes, segundo o advogado português Gonçalo Almeida.
O jurista, que também atua como juiz da Câmara de Agentes do Tribunal de Futebol da FIFA, explicou que o conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irão abre várias possibilidades, incluindo a exclusão administrativa da seleção iraniana. A decisão dependeria de fundamentos de segurança.
A Federação Iraniana de Futebol (FFIRI) arrisca sanções financeiras, com multas entre 250 e 500 mil francos suíços, caso não justifique devidamente a ausência. Porém, a FIFA poderá também intervir por motivos de segurança, segundo o analista.
Contexto da competição e datas
O Irão, que nunca passou da fase de grupos, tem jogos marcados com a Nova Zelândia a 15 de junho e com a Bélgica a 21 de junho, ambos em Los Angeles. O grupo G encerra em 26 de junho, frente ao Egito, em Seattle.
Para Gonçalo Almeida, um bloqueio total aos atletas seria uma ingerência significativa nos poderes da FIFA. O especialista apontou que a decisão envolve uma análise política e operacional complexa, especialmente com os EUA como anfitriões.
Possíveis cenários e desdobramentos
Caso haja exclusão, a FIFA poderia transferir jogos para os outros coanfitriões, Canadá ou México, mas o jurista considera improvável essa solução. A decisão seria avaliada caso a caso, considerando o contexto, o timing competitivo e o papel de cada país na organização.
A análise de Almeida sugere cautela: a retirada do Irão pode ocorrer, mas a exclusão dos EUA, anfitriões, é vista como menos provável, apesar do atual estatuto de país envolvido em conflito.
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