O Comité Olímpico do Irão pediu ao Comité Olímpico Internacional (COI) que imponha sanções aos Estados Unidos e a Israel pelos ataques que ceifaram vidas de civis e atletas iranianos e que danificaram infraestruturas desportivas do país. A carta foi enviada também ao Conselho Olímpico da Ásia.
O organismo iraniano solicita uma investigação sobre violações da trégua olímpica e atos de agressão contra a comunidade desportiva e instalações do Irão. Alega que os princípios de paz, dignidade humana e proteção dos atletas, previstos na Carta Olímpica, foram violados.
Na missiva, o Comité Olímpico do Irão dirige-se a James Macleod, chefe de relações dos Comités Nacionais do COI, e a Husain Al Musallam, diretor-geral do Conselho Olímpico da Ásia, pedindo responsabilização de Estados Unidos e Israel.
Os Estados Unidos e Israel lançaram um ataque militar contra o Irão a 28 de fevereiro. Segundo a carta, a ofensiva ocorreu durante a trégua olímpica, entre o início dos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina e o fim dos Jogos Paralímpicos italianos.
O documento aponta o elevado número de mortos, superiores a mil, e menciona especialmente um ataque a um pavilhão desportivo no sul do Irão, onde morreram 20 jogadoras de voleibol ainda adolescentes. Cita também a morte de Mehdi Abdollahnejad.
Foi igualmente referida a morte do responsável pela Comissão de Ética da instituição, segundo a carta, que enfatiza que a ação contraria a Carta Olímpica, que protege a dignidade humana e promove a paz através do desporto.
Paralelamente, o COI pediu esta semana a apoio internacional para atletas qualificados para os Jogos Paralímpicos de Milão-Cortina 2026. O arranque da competição coincidiu com a divulgação da desistência de um atleta iraniano.
Aboulfazl Khatibi Mianaei, único iraniano apurado para Milão-Cortina2026, afastou-se por razões de segurança decorrentes da instabilidade no Médio Oriente, o que impediu a viagem para Itália.
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