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Conflito chega aos Jogos Paralímpicos de Inverno

Geopolítica atinge os Jogos Paralímpicos de Inverno: Rússia e Bielorrússia competem sob bandeiras próprias, levando 11 países a boicotar a cerimónia de abertura

A atleta russa Varvara Voronchikhina durante um treino de esqui alpino preparando-se para os Jogos Paralímpicos
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  • O Comité Paralímpico Internacional autorizou a participação de atletas da Rússia e da Bielorrússia com as bandeiras dos seus países nos Jogos Paralímpicos de Inverno de Milão-Cortina.
  • A cerimónia de abertura acontece no anfiteatro romano de Verona, nesta sexta-feira.
  • Onze países vão boicotar a cerimónia de abertura.
  • Além de identificarem as cores dos seus países, os atletas poderão ouvir o hino russo/bielorrusso se vencerem medalhas de ouro.
  • A Ucrânia lidera o protesto e é uma das onze comitivas que não desfilará.

O Comité Paralímpico Internacional (CPI) autorizou a participação de atletas da Rússia e da Bielorrússia com as bandeiras dos seus países nos Jogos Paralímpicos de Inverno de Milão-Cortina. A decisão permite que os atletas compitam identificados com as cores nacionais e disputem medalhas com o hino do respetivo país em caso de vitória. A cerimónia de abertura está marcada para Verona, no anfiteatro romano, envolvendo deslocações entre Milão e Cortina d’Ampezzo.

A medida gerou contestação entre várias delegações, com a Ucrânia a liderar as críticas. Além de abster-se de participar na cerimónia de abertura, várias equipas já anunciaram que não irão desfilar sob as bandeiras da Russia e da Bielorrússia. A decisão do CPI afeta o protocolo de participação e a forma como os atletas podem representar os seus países durante o evento.

Os Jogos decorrem entre 6 e 15 de fevereiro, com a cerimónia de abertura agendada para [data exata] em Verona. A organização justifica a posição pela necessidade de equilibrar o apelo competitivo com considerações políticas, mantendo a neutralidade do desporto. A presença de atletas russos e bielorrussos, com o hino nacional, é vista por alguns como uma normalização política durante um evento desportivo.

Mudança de tema: Boicote de 11 comitivas

Onze comitivas anunciaram que não irão desfilar na cerimónia de abertura, alignando-se com o protesto contra a decisão do CPI. Entre as delegações que irão ausentar-se estão a Ucrânia, entre outras, que já tinham expressado a posição de não participar na passagem pelo recinto. As entidades organizadoras mantêm o programa da abertura, com foco na descodificação de performances artísticas e momentos de homenagem aos atletas.

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