Duas ou três voltas de teste no Bahrain deixaram claro que o Aston Martin enfrenta uma vibração que afeta diretamente os pilotos. Fernando Alonso afirmou que não podia ir além de 25 voltas sem arriscar danos permanentes aos nervos das mãos, enquanto Lance Stroll chegou a limitar-se a 15 voltas. Adrian Newey explicou que o problema obriga a reduzir o número de voltas até localizar a origem da vibração.
Newey detalhou que a vibração já tinha surgido nos testes anteriores, quando os Aston Martin estiveram pouco tempo em pista. A anomalia provocou solturas de retrovisores e de outras peças, mas o pior é a transmissão da vibração aos dedos, cuja evolução é incerta se o patamar atual se mantiver.
O arranque do Mundial de Fórmula 1 está marcado para este fim de semana, entre 6 e 8 de março, com a edição inaugural prevista na Austrália. O time de Silverstone ainda não traçou planos sobre a participação completa na prova principal até perceber a extensão do problema.
Desdobramentos técnicos e impactos
Os responsáveis da equipa tentam identificar a fonte da vibração para evitar danos adicionais aos pilotos e a falhas mecânicas no carro. O objetivo é restituir a confiabilidade nos testes subsequentes e evitar limitações que comprometam o desempenho na corrida de Melbourne.
A Aston Martin já iniciou avaliações adicionais, com foco na transmissão, suspensão e componentes de fixação que possam amplificar o fenómeno. A equipa mantém o espírito de análise técnica sem adiantar decisões definitivas sobre o programa de corridas.
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