- A Liga Solverde.pt é palco de afirmação do voleibol feminino em Portugal, reunindo talento de todas as idades e desafios da vida quotidiana.
- Maria Carlos Marques, 41 anos, é a líbero do Sporting e concilia o ensino no 1.º ciclo com a prática de alta competição.
- A jogadora assumiu, em 2022, o comando técnico de uma equipa masculina (CD Póvoa), mantendo interesse em funções adjuntas no futuro.
- Ana Couto, 35 anos, distribuidora do Colégio Efanor, tem uma carreira marcada por passagens históricas e por competir grávida até às fases finais.
- O regresso ao pavilão após o parto ocorreu três semanas depois do nascimento do filho, Simão; destacou-se ainda a medalha de prata na Silver League pela Seleção Nacional.
A Liga Solverde.pt ganha relevância crescente no voleibol feminino em Portugal, onde o talento cruza idades e etapas da vida. O cenário atual alia competição de alto nível com os desafios diários da escola, da maternidade e da luta pela igualdade de género no desporto.
Maria Carlos Marques, líbero do Sporting, mantém-se em evidência aos 41 anos. Combina as responsabilidades de treinador e atleta com a função de professora do 1.º ciclo numa escola pública, evidenciando uma gestão rígida da forma física e uma dedicação que ultrapassa o pavilhão.
No dia a dia, a atleta leonina destaca a importância do apoio do clube para manter a dupla vida de estudante e jogadora. Sobre o papel das mulheres no treino, reconhece que ainda persiste desigualdade em cargos diretivos e salários, apontando caminhos para o equilíbrio entre mérito e visibilidade.
O desafio de jogar a dois
Ana Couto, distribuição de 35 anos, surge como uma das figuras mais reconhecidas do voleibol nacional ao serviço do PV 2024/Colégio Efanor. A carreira inclui passagens por clubes como Leixões e FC Porto, com destaque para a experiência de competir grávida ao mais alto nível.
Durante a segunda época no Colégio Efanor, Ana esteve grávida, mantendo a participação até às 17 semanas de gestação mediante apoio da equipa e acompanhamento médico. O período ficou marcado pela pressão competitiva e pela gestão de esforços, com a equipa a chegar à final da Silver League.
O regresso ao voleibol de alto rendimento ocorreu três semanas após o nascimento do filho, Simão, motivado pela necessidade de estar junto dos colegas e de reestabelecer a identidade enquanto atleta. A história de Ana inclui ainda uma prata internacional pela Seleção Nacional, um marco que destaca o equilíbrio entre carreira e família.
Atualmente, Ana Couto permanece como peça-chave no Colégio Efanor, assumindo uma visão de jogadora solidária. A passagem pela seleção sénior reforça o orgulho pela camisola das Quinas e pela satisfação de ver o desporto feminino ganhar cada vez mais protagonismo nos pavilhões nacionais.
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