O Comité Olímpico de Portugal assinou contratos de desenvolvimento desportivo com 23 federações, num total de 3,55 milhões de euros, para contratar diretores técnicos e gestores desportivos. A iniciativa integra o programa de desenvolvimento 2024-2028, apoiado pelo IPDJ.
A cerimónia decorreu na sede do COP, em Lisboa, e contou com a presença da ministra Margarida Balseiro Lopes, do secretário de Estado do Desporto, Pedro Dias, e de representantes do CPP e da Confederação do Desporto de Portugal. O objetivo é profissionalizar as federações e estruturar a gestão com base em padrões de transparência.
O investimento visa dotar as federações de estruturas estáveis e recursos humanos qualificados para responder às necessidades de formação e de alto rendimento dos atletas. Os contratos abrangem contratação entre fevereiro de 2026 e dezembro de 2028, com monitorização de governança e impacto.
Entre as federações habilitadas estão várias, incluindo a de futebol, mas algumas — como jiu-jítsu e remo — ainda não assinaram, devendo fazê-lo posteriormente. O montante global relativo a este conjunto de contratos soma 10,97 milhões de euros, com cerca de dois terços a aplicar em fases futuras.
Investimento e gestão
O programa prevê uma aplicação faseada: 29,2% em 2025, 32,3% em 2026, 19,2% em 2027 e 19,3% em 2028, ano em que se realizam os Jogos de Los Angeles. O valor é parte de um pacote de 65 milhões de euros para o setor.
As datas de implementação coincidem com a meta de reforçar a preparação de atletas, incluindo os que estão na formação e no alto rendimento. O COP enfatiza que a profissionalização deve acompanhar melhores mecanismos de prestação de contas.
Contexto e impactos esperados
A ministra destacou o papel central de diretores técnicos nacionais e gestores desportivos na qualidade das decisões, organização interna e credibilidade institucional. O objetivo é elevar o desporto português a novos patamares de excelência por meio de planeamento e liderança técnica.
A cerimónia ocorreu num contexto de tempestades recentes que danificaram infraestruturas desportivas. Autoridades referem a necessidade de recuperação rápida para manter o funcionamento do sistema desportivo e a preparação dos atletas.
O acordo envolve o COP, o IPDJ e o CPP, articulando cinco medidas e 14 programas alinhados com os objetivos governamentais: maior prática desportiva, igualdade de género, alinhamento com boas práticas europeias e redução de obesidade.
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