- Portugal encerrou a participação em Milão-Cortina2026 com três atletas: Emeric Guerillot, Vanina Guerillot e José Cabeça.
- Emeric Guerillot alcançou o 32.º lugar no Super G, igualando o melhor resultado de Portugal em provas de esqui alpino desde Lillehammer 1994, e não disputou o downhill por opção técnica; aponta para um futuro promissor em 2030.
- Vanina Guerillot foi 41.ª no slalom gigante e 45.ª no slalom, melhorando o resultado anterior em Pequim 2022.
- José Cabeça terminou a qualificação do sprint clássico em 91.º e o 10 km em estilo livre em 99.º, após uma queda no início da prova; foi hospitalizado devido a problemas respiratórios, mas completou as provas.
- O chefe de missão, Pedro Flávio, afirmou que o balanço é positivo, reconheceu a ausência de infraestruturas de excelência e admitiu que medalhas não são uma perspetiva de curto prazo, apontando para melhorias a longo prazo e possível expansão a outras modalidades.
O chefe de missão de Portugal nos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026 considerou esta sexta-feira o desempenho da delegação como um balanço positivo. Destacou que os atletas evoluíram face a participações anteriores, numa edição que aponta para o crescimento dos desportos de inverno no país. Além disso, sublinhou a ausência de infraestruturas de excelência como desafio comum.
A comitiva portuguesa foi composta por três atletas: Emeric Guerillot e Vanina Guerillot, ambos em esqui alpino, e José Cabeça, em esqui de fundo. Emeric, natural de França, e Vanina, da idade de 23 anos, disputaram provas distintas em Milão-Cortina 2026, com resultados que mereceram análise durante a prova.
Emeric Guerillot conseguiu o melhor resultado entre os portugueses, ao alcançar o 32.º lugar no Super-G, repetindo o melhor desempenho de 1994. O jovem esquiador de 18 anos abriu portas para futuras participações, apesar de ter optado por não competir no downhill por questões técnicas. No slalom gigante, terminou em 38.ª posição após recuperação na segunda manga.
Vanina Guerillot terminou a prova de slalom gigante na 41.ª posição, melhorando dois lugares face à edição de Pequim 2022, e o slalom ficou-se pela 45.ª posição. A irmã tornou-se na primeira portuguesa a participar em várias edições dos Jogos de inverno.
José Cabeça, aos 29 anos, teve rejeitada a possibilidade de melhorar o recorde de Portugal no esqui de fundo. Na qualificação do sprint clássico ficou em 91.º lugar e na prova de 10 km estilo livre terminou em 99.º, após sofrer uma queda no início. A equipa manteve o esforço mesmo com dificuldades médicas no regresso a Portugal.
O chefe de missão explicou que o atleta sofreu uma queda a mais de 50 km/h, com impactos no peito numa zona gelada e necessitou de tratamento hospitalar. Apesar da frustração por não melhorar o resultado de Pequim, o responsável frisou que o objetivo é evoluir a longo prazo em várias modalidades.
Perspetivas para o futuro
Pedro Flávio reforçou que o país não tem infraestruturas de excelência nas modalidades de Inverno, o que torna o caminho de melhoria longo, mas o processo tem mostrado consistência. Sinalizou ainda a possibilidade de avanços em outras disciplinas, como patinagem de velocidade no gelo, snowboard e patinagem artística, onde há interesse em abrir novas vias de progressão.
O responsável salientou que o objetivo imediato não passa pela conquista de medalhas nos próximos Jogos, mas sim pela consolidação do caminho de desenvolvimento. A aposta é em investimentos e formação para elevar o nível competitivo de Portugal nas modalidades associadas ao frio.
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