Geraint Thomas está a adaptar-se a uma nova função no mundo do ciclismo, agora como diretor da equipa INEOS. Embora tenha decidido retirar-se das corridas, o campeão galês mantém o contacto próximo com o pelotão, acompanhando as corridas e os bastidores. Nos bastidores da 52.ª Volta ao Algarve, o ex-ciclista descreveu um período de adaptação, com muitas chamadas e o desafio de aprender a lidar com o computador pela primeira vez.
No papel atual, Thomas dedica-se sobretudo à organização das corridas e ao apoio aos corredores, especialmente aos líderes Oscar Onley, Kévin Vauquelin e Carlos Rodríguez. Confirma que a equipa está a aprender em conjunto, com o énfase no planeamento e na comunicação entre atleta e equipa técnica. Apesar de sentir falta da competição, reconhece o entusiasmo pelo novo desafio.
Direção, equipa e objetivos
A INEOS chegou à Volta ao Algarve com um bloco forte, incluindo estreantes e veteranos de outras edições. A equipa aposta na consistência e no desenvolvimento de Onley e Vauquelin, que formam o centro da estratégia para a geral. Thomas realçou que, embora haja objetivos, não é necessário vencer de imediato, enfatizando o progresso conjunto.
Relativamente ao desempenho da equipa neste início de temporada, o ex-ciclista destaca que há potencial para lá chegar, com uma boa preparação de todos os envolvidos. Acrescenta que a chave está na cooperação entre os ciclistas e a buna comunicação entre eles e os directores.
Thomas, que já foi vice-campeão do Tour em 2019 e tem passagens por várias grandes provas, acrescentou que o pelotão da Volta ao Algarve se apresenta forte, com atletas de renome como Ayuso, Lipowitz, Seixas e Riccitello, entre outros. A corrida em Portugal é vista como uma oportunidade para medir o camp de forma realista.
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