- Em Milão-Cortina, apenas treze atletas russos competem com estatuto de neutralidade, mas a “frota sombra” envolve cerca de quarenta ex‑russos a representar outros países, com cerca de metade na patinagem artística.
- Na patinagem artística, atletas com raízes russas defendem Geórgia, Arménia, Alemanha, Hungria e França, entre outros, incluindo Ilya Malinin a competir pelos Estados Unidos.
- Exemplos notáveis: Diana Davis e Gleb Smolkin (Geórgia); Anastasia Metelkina e Luka Berulava (Geórgia); Karina Hakopova/Nikita Rakhmanin (Arménia); Nikita Volodin/Minerva Fabienne Hase (Alemanha); Maria Pavlova/Alexey Svyatchenko (Hungria).
- Outros casais e atletas incluem Evgenia Lopareva (França), Pavel Kovalev (França), Ekaterina Kurakova (Polónia) e Vladimir Samoilov (Polónia).
- Além da patinagem, há mudanças de nacionalidade noutras modalidades, como biatlo, esqui e pista curta, com atletas a representar Moldávia, Roménia, Coreia do Sul, Cazaquistão e outros países.
Nos Jogos Olímpicos de Inverno em Itália, a Rússia não tem equipa oficial. Apenas 13 atletas russos têm estatuto de neutralidade, mas a chamada “frota sombra” do país é bem maior, com atletas que competem por outras nações.
Muitos desportistas adotaram nova cidadania desportiva antes ou depois da invasão da Ucrânia em 2024. No total, estimam-se cerca de 40 ex-russos, com metade ligados à patinagem artística.
Patinagem artística
Diana Davis e Gleb Smolkin, filhas de treinos e atores famosos, passaram a representar a Geórgia e terminaram em 13º no Tec. A dupla Karina Hakopova/Nikita Rakhmanin mudou-se para a Arménia em 2025 e competiu pela primeira vez por lá.
Anastasia Metelkina e Luka Berulava, nascidos na Rússia, competem pela Geórgia. Na equipa, ficaram em 4º lugar, enquanto o par busca medalhas individuais.
Anastasia Golubeva, que começou no gelo na Rússia, atua pela Austrália em pares com Hector Moore desde 2022.
Nikita Volodin patinou pela Rússia até 2023 e compete pela Alemanha com Minerva Hase desde 2023/24, sendo forte candidato ao ouro.
Daria Danilova e Mikhel Tsiba alinham-se pela Holanda; Danilova obteve cidadania neerlandesa em 2024. Tsiba tem raízes russo-ucranianas.
Maria Pavlova e Alexey Svyatchenko representam a Hungria, desde 2021/2022, pela primeira vez em Jogos Olímpicos.
Pavel Kovalev patina pela França desde 2014, ao lado da esposa Camille Kovalev.
Evgenia Lopareva compete pela França desde 2022, fazendo par com Joffre Brissot.
Ekaterina Kurakova representa a Polónia desde 2017, com sucesso crescente.
Vladimir Samoilov passou a competir pela Polónia em 2021, após mudar de federação.
Entre os atletas, destacam-se Sofia Samodelkina (Cazaquistão), Maria Senyuk (Israel), Vladimir Litvintsev (Azerbeijão), Anastasia Gubanova (Geórgia) e Victoria Safonova (Bielorrússia, com estatuto neutro).
Patinagem artística com raízes russas
Ilya Malinin, figura de renome, compete pelos EUA na categoria masculina. Os pais representam a Rússia/URSS, com ligação a outros países e guarda no próprio nascimento nos EUA.
Malinin tornou-se conhecido por saltos quádruplos, embora tenha ficado em oitavo na prova individual dos Jogos Milão. O ouro ficou para Mikhail Shaydorov, nascido no Cazaquistão.
Maxim Naumov também tem origem russa; tornou-se atleta norte-americano após a morte trágica dos seus pais, Vadim Naumov e Evgenia Shishkova, em acidente de avião.
Andrew Torgashev, filho de dois patinadores olímpicos, formou parte da equipa dos EUA na prova masculina, mantendo fluência em russo.
Outras modalidades
No atletismo, Vladimir Semirunny conquistou a prata pela Polónia em 10.000 metros. Elizaveta Golubeva e Kristina Silaeva representam o Cazaquistão.
No biatlo, Alina Stremous, Maxim Makarov e Pavel Magazeev competem pela Moldávia desde 2020. Dimitri Shamaev e Anastasia Tolmacheva representam a Roménia, enquanto Ekaterina Avvakumova veste a bandeira sul-coreana.
Na pista de gelo curta, Daniil Yeibog representa o Uzbequistão desde 2024 e foi porta-bandeira na abertura. Terminou em 14.º nos 1500 metros.
Alguns nomes de peso continuam a mudar de nacionalidade desportiva, refletindo uma tendência que se manteve após a violenta invasão na Ucrânia. O quadro completo permanece sujeito a ajustes oficiais à medida que as federações atualizam os vistos de elegibilidade.
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