A Fórmula 1 entrou em 2026 com uma reestruturação na gestão das unidades de potência, mas as mudanças não agradaram a todos os pilotos. Max Verstappen e Lewis Hamilton manifestaram críticas sobre o novo ritmo de competição, apontando que a operação ficou mais centrada na gestão de energia do que na condução ao máximo.
Verstappen destacou que, na prática, o treino foi menos divertido e mais focado em controlar consumos, sugerindo que o conjunto parecia aproximar-se de um campeonato de eficiência, semelhante à Formula E, embora as regras devam ser iguais para todos. O piloto referiu ainda que o objetivo da equipa é manter o equilíbrio entre desempenho e gestão de energia, sem desvalorizar o esforço dos restantes.
Na pista de Sakhir, o holandês foi o que mais rodou no segundo dia de testes, totalizando 136 voltas, com o segundo melhor tempo de 1:34.798, atrás de Lando Norris (1:34.669). O dia seguinte não contou com a participação de Verstappen, que ficou afastado, passando a linha de serviço para Isack Hadjar, que estabeleceu 1:36.561, na quinta posição, após 87 voltas.
Resultados nos treinos do Bahrain
A participação de Hadjar colocou a Red Bull com um registo distinto, já que o jovem piloto substituiu Verstappen no histórico com a equipa. O tempo sólido de Hadjar refletiu a continuidade da operação, agora com foco na avaliação de componentes e de ritmo de corrida. As sessões serviram para medir a gestão de energia, a estabilidade do carro e a confiabilidade do motor próprio.
O grande ponto de atenção permanece a perceção pública sobre o novo formato, com pilotos a reiterarem que a condução ao limite está sujeita a compromissos de eficiência. As equipes devem apresentar dados adicionais nas próximas semanas para esclarecer o impacto das mudanças na competição.
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