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COI desqualifica atleta ucraniano e arranha reputação do organismo

COI desqualifica atleta ucraniano de skeleton por capacete que homenageia mortos da guerra, gerando repúdio e recurso ao Tribunal Arbitral do Desporto

«O COI não apenas desqualificou o atleta ucraniano, como também manchou a sua própria reputação»
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  • O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andriy Sybiga, chamou a desqualificação do atleta de skeleton de “vergonha” para o COI.
  • Vladyslav Heraskevych foi banido por recusar usar um capacete que homenageia mortos da guerra, em vez de equipamento neutro.
  • A presidente do COI, Kirsty Coventry, reuniu-se com o atleta cerca de uma hora antes da prova, sem sucesso em permitir o uso do capacete neutro.
  • O capacete em causa traz as caras de mais de vinte atletas e treinadores ucranianos que morreram no conflito com a Rússia desde 2022.
  • Heraskevych anunciou que vai recorrer da decisão ao CAS, alegando discriminação e violação de regras do COI.

O Comité Olímpico Internacional (COI) desqualificou o atleta ucraniano Vladyslav Heraskevych do skeleton nos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina, devido ao capacete que homenageia mortos da guerra. A decisão, anunciada antes do início da prova, proibiu a utilização daquele equipamento específico por motivos de neutralidade política.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andriy Sybiga, classificou o ocorrido como uma vergonha para o COI e afirmou que a reputação da instituição ficou manchada. A declaração foi feita pelas redes sociais da autoridade.

Heraskevych foi alvo de uma reunião com a presidente do COI, Kirsty Coventry, cerca de 60 minutos antes da prova, na pista de gelo. Mesmo com o recurso em preparação, o pedido para utilizar um capacete neutro não foi atendido.

Posição do COI

O COI explicou que o capacete não seria permitido por violar a regra de neutralidade política nas competições olímpicas. A peça apresentada pelo atleta trazia gravadas as caras de mais de 20 atletas e treinadores ucranianos mortos desde 2022.

Reações e desdobramentos

O atleta afirmou considerar a situação um vazio e indicou que pretende recorrer à Federação Internacional de Bobsled e Skeleton, bem como ao CAS. Ele alegou discriminação, apontando que outros atletas não enfrentaram restrições semelhantes.

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