O atleta ucraniano de skeleton Vladyslav Heraskevych foi afastado dos Jogos de Inverno de Cortina d’Ampezzo devido ao capacete em memória de atletas mortos desde a invasão russa. A decisão ocorreu minutos antes de iniciar a prova, após o COI considerar a peça uma manifestação política.
Heraskevych treinava na Itália com o capacete que retrata dezenas de compatriotas falecidos. A escolha causou controvérsia e levou à retirada da acreditação, impedindo o atleta de competir na corrida programada para o dia.
O Comité Olímpico Internacional (COI) tinha proposto alternativas, como uma braçadeira preta ou a apresentação do capacete fora do recinto competitivo. A presidente do COI, Kirsty Coventry, reuniu-se com o atleta, sem chegar a um acordo.
Medidas e Reações
O COI sustenta que a regra 50.2 da Carta Olímpica proíbe mensagens políticas no local de competição. Coventry afirmou que a decisão foi tomada para manter um ambiente seguro para todos os participantes.
A equipa de Heraskevych anunciou que recorrerá da decisão junto do Tribunal Arbitral do Desporto. Membros da delegação ucraniana lamentaram o desfecho e mostram apoio ao atleta.
O ministro ucraniano da Juventude e Desporto, Matvii Bidnyi, afirmou que a Ucrânia corrigirá o erro pelos meios legais e manteve o apoio ao atleta. Familiares do atleta mostraram-se visivelmente emocionados.
Histórico semelhante já ocorreu em Jogos anteriores, como em 1968, quando atletas norte-americanos protestaram durante a cerimónia de medalha. Em Paris 2024, outra atleta foi desqualificada por manifestação semelhante, aumentando o debate sobre o equilíbrio entre memória e regras.
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