- O Comité Olímpico Internacional (COI) proibiu o ucraniano Vladyslav Heraskevych de usar o seu capacete em memória durante a competição de skeleton nos Jogos Olímpicos de Inverno, oferecendo-lhe, em alternativa, usar uma braçadeira negra.
- Heraskevych, 27 anos, treinou em Itália com um capacete que traz imagens de atletas ucranianos mortos na guerra e já tinha exibido uma mensagem nas redes sociais a apoiar a Ucrânia.
- A decisão baseia-se na Regra 50.2 da Carta Olímpica, que impede qualquer forma de manifestação política, religiosa ou racial nos campos de competição ou nos pódios; o COI permite apenas a braçadeira negra como exceção.
- O porta-voz Mark Adams afirmou que o COI procurou responder ao desejo de recordar os mortos com compaixão, mantendo o espaço de competição livre de interferências.
- Heraskevych considera o tratamento injusto, dizendo que não houve violação da regra 50 e que o capacete não era propaganda nem questão política; o COI justificou a decisão pela necessidade de um momento de pureza na competição.
O Comité Olímpico Internacional (COI) não permitiu que o atleta ucraniano Vladyslav Heraskevych use o capacete que fez memória a atletas mortos na guerra, durante a prova de skeleton dos Jogos Olímpicos de Inverno. Em vez disso, o COI autorizou apenas uma braçadeira negra para a homenagem.
O atleta de 27 anos, que já exibiu um cartaz com a mensagem No War in Ukraine em Pequim 2022 e treinou com imagens de compatriotas falecidos, vê o capacete interditado durante as competições a partir de agora. O objetivo é manter a política afastada dos campos de competição.
Segundo o COI, Heraskevych usou o capacete em treinos e divulgou expressões de opinião nas redes sociais, o que levou à decisão de não permitir o uso durante a competição que começa na quinta-feira. O órgão aponta o cumprimento das regras para preservar a concentração dos atletas.
O porta-voz Mark Adams explicou que a regra 50.2 da Carta Olímpica proíbe manifestações políticas, religiosas ou raciais nos campos de competição e pódios, ainda que os atletas possam expressar-se noutras situações. O COI considerou o gesto em desacordo com as diretrizes.
Heraskevych reagiu, afirmando que o tratamento é injusto e que não houve violação da regra 50. A diplomacia olímpica sustenta que a braçadeira negra será uma forma de reconhecer a memória dos colegas sem interferir na competição. A decisão não aponta conclusão ou opinião adicional.
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