A Confederação do Desporto de Portugal (CDP) concluiu uma visita de trabalho ao Parlamento Europeu e à Comissão Europeia, em Bruxelas, para apresentar um modelo de solidariedade e boa goverança no setor, com foco na proteção dos direitos dos atletas. A comitiva defendeu ainda um financiamento mais equilibrado e sustentável, valorizando mecanismos de solidariedade entre o desporto profissional e o de base.
A delegação, que reuniu representantes de mais de 20 federações, esteve em Bruxelas desde segunda-feira. Durante o périplo, foram recebidos por deputados portugueses e pelo diretor para a cultura, criatividade e desporto da Comissão Europeia, Georg Haeusler, para debater políticas nacionais e europeias.
Entre os temas abordados, esteve o alinhamento entre o Plano Estratégico para o Desporto em Portugal e as prioridades da União. Também foram discutidas metas de promoção da atividade física e de combate ao sedentarismo, com foco na articulação institucional entre entidades nacionais e europeias.
A CDP destacou a importância de reforçar a cooperação entre federações, clubes e instituições públicas, sublinhando o papel do desporto como setor estratégico para a Europa, com impactos sociais, educativos e económicos. A comitiva manteve o objetivo de defender interesses do movimento desportivo português junto de decisores europeus.
Na sessão de trabalho, a comitiva também avaliou instrumentos de financiamento da UE, nomeadamente o Erasmus+ Desporto, e outras linhas de apoio relevantes para federações e clubes, visando uma gestão mais estável e sustentável dos recursos para o desporto.
Instrumentos de financiamento da UE
A análise concentrou-se nos programas disponíveis para apoiar projetos desportivos de base e de alto rendimento, com especial atenção à elegibilidade, condições de participação e critérios de avaliação. A CDP pretende facilitar o acesso de entidades portuguesas a estas oportunidades.
Continuidade da cooperação institucional
A comitiva revelou planos de manter o contacto com autoridades europeias para monitorizar a implementação de políticas acordadas e alinhar estratégias entre as estruturas nacionais e as iniciativas da UE, com vista a uma atuação mais integrada no setor.
Entre na conversa da comunidade