- Em Katwadde, Uganda, um grupo de jogadores pratica quadball, a versão sem magia do quidditch, a cerca de 135 quilómetros de Kampala.
- A modalidade, oficialmente conhecida como quadball, não requer poderes de voo e tem atraído adeptos em vários países desde 2013.
- A iniciativa foi lançada por John Ssentamu, professor de ensino primário, que criou a equipa na escola primária Good Shepherd após ter descoberto o desporto num autocarro.
- Em 2023 a equipa anfitriã venceu o primeiro torneio nacional de quadball; o país já contabiliza mais de 200 praticantes.
- O sonho é participar no Campeonato do Mundo, mas a equipa não tem fundos para viajar; o último mundial realizou-se na Bélgica, em 2023, e houve participação de algumas equipas locais.
Num descampado junto a bananeiras, a cerca de 135 quilómetros de Kampala, adultos e jovens de Katwadde jogam quadball — a versão internacional do quidditch — com paus entre as pernas, sem magia nem vassouras. O campo acolhe uma de várias comunidades rurais onde o desporto cria oportunidades.
A iniciativa foi lançada por John Ssentamu, professor do ensino primário, em 2013, após descobrir o desporto numa leitura sobre Harry Potter. Ele criou uma equipa na escola primária Good Shepherd, onde leciona, e, ao longo de uma década, transformou a prática numa referência local.
Desporto que cresce no interior
Em 2023, a equipa de Ssentamu venceu o primeiro torneio nacional de quadball, abrindo o caminho para o reconhecimento no país. Hoje, Uganda soma mais de 200 praticantes, com participantes de várias idades. O objetivo do quadball é passar bolas por aros, numa prática que combina elementos de netball, futebol, voleibol e râguebi, com garantia de igualdade entre homens e mulheres.
Ssentamu revela que a equipa não tem fundos para viajar, o que impede a participação no Campeonato do Mundo de Quadball, disputado a cada dois anos desde 2012, sobretudo na Europa e nas Américas. O último Mundial realizou-se na Bélgica, no ano anterior.
Mesmo sem voos nem magia, o sonho mantém-se: ver uma equipa local a competir no Campeonato do Mundo, uma notícia que poderia colocar Katwadde no mapa do desporto mundial, segundo o responsável. A iniciativa também atrai crianças para a escola, valorizando a educação naquela região.
Entre os elementos da equipa está Vicky Edith Nabbanja, filha de Ssentamu, que atua como *beater* e pode remover temporariamente adversários com bolas de queimada. Nabbanja, com 25 anos, afirma que o jogo tem unido os jovens e criado um sentimento de pertença à comunidade.
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