- O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, descreveu Fernando Mamede como figura marcante e incontornável do atletismo e do desporto nacional, após a notícia da sua morte aos 74 anos.
- Mamede foi recordista mundial dos 10.000 metros durante largos anos, entre 1984 e 1989.
- O fundista fez três participações olimpicas: Munique, Montreal e Los Angeles.
- Em 1989, recebeu o grau de Comendador da Ordem do Mérito em reconhecimento pela sua carreira.
- O Sporting confirmou que Mamede faleceu na terça-feira, deixando 27 recordes nacionais e uma marca de 27,13,81 minutos alcançada em Estocolmo, em 1984.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, manisfestou ontem pesar pela morte de Fernando Mamede, figura marcante do atletismo português, aos 74 anos. O comunicado oficial recorda o papel central de Mamede no desporto nacional e a sua candidatura olímpica.
O fundista alentejano integrou três Jogos Olímpicos (Munique 1972, Montréal 1976 e Los Angeles 1984) e foi recordista mundial dos 10.000 metros entre 1984 e 1989. O feito coroou uma carreira de referência no atletismo português.
Nascido em Beja, Mamede representou o Sporting ao longo de toda a carreira, tendo entrado no clube em 1968. Foram 27 marcas nacionais, três europeias e o recorde mundial dos 10.000 metros, igualado apenas em 1989 pelo mexicano Arturo Barrios.
O Sporting confirmou a morte e destacou a trajetória do atleta, bem como a sua importância para o clube e para o atletismo nacional. Mamede também foi agraciado em 1989 com o grau de Comendador da Ordem do Mérito, em reconhecimento pela sua carreira.
Além do recorde mundial, Mamede foi bronze no Campeonato Mundial de corta-mato de 1981, em Madrid, consolidando-se como um dos nomes mais consistentes do desporto português de fundo. O legado inclui ainda a influência junto de jovens atletas e treinadores.
Entre na conversa da comunidade