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Tenistas sul-americanos detidos por atos de racismo no Brasil

No Itajaí Open, dois tenistas sul-americanos foram detidos por injúria racial após gestos dirigidos ao público e insultos, com pena prevista entre dois e cinco anos de prisão

Tenistas sul-americanos detidos no Brasil por atos de racismo
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  • Dois tenistas sul-americanos, Luiz Martinez (Venezuela) e Christian Rodriguez (Colômbia), cabeças de série número um do torneio de pares do Itajaí Open, foram detidos no Brasil por atos de racismo.
  • A dupla perdeu o jogo frente aos brasileiros Igor Marcondes e Eduardo Ribeiro, num encontro decidido no super tie-break, com parciais de seis sete (4-7), sete seis (8-6) e dez- dois, após Martinez e Rodriguez falharem dois match-points.
  • Martinez simulou um gesto racista dirigindo-se ao público, enquanto Rodriguez insultou um funcionário do clube, chamando-o de macaco.
  • A Polícia Militar, acionada pela denúncia, deteve os jogadores depois de terem regressado ao hotel; foram autuados por injúria racial, conforme a Lei nº 7.716/89, com penas entre dois e cinco anos de prisão e multa.
  • A organização do torneio condenou o incidente e reafirmou a tolerância zero a qualquer forma de racismo ou discriminação.

Dois tenistas sul-americanos foram detidos numa competição de nível challenger no Brasil, após atos de racismo durante o jogo. A dupla, formada por Luiz Martinez, da Venezuela, e Christian Rodriguez, da Colômbia, era cabeça de série número um na prova de pares do Itajaí Open. A detenção ocorreu na quinta-feira, após a conclusão da partida.

Martinez e Rodriguez perderam para os brasileiros Igor Marcondes e Eduardo Ribeiro, num encontro decidido no super tie-break. Os parciais foram 6-7 (4-7), 7-6 (8-6) e 10-2, com os sul-americanos a desperdiçar match-points no último set.

Segundo relatos, a situação escalou após a partida. Martinez fez gestos racistas junto do público, simulando um macaco, e Rodriguez chamou um funcionário do clube de macaco. A denúncia levou a Polícia Militar a atuar no local, ainda que os jogadores já tivessem regressado ao hotel.

Os atletas foram localizados pelas autoridades pouco tempo depois e conduzidos à esquadra, onde foram autuados por injúria racial, crime previsto na Lei nº 7.716/89. As penas previstas vão de dois a cinco anos de prisão, acrescidas de multa.

Em nota, a organização do torneio repudiou os atos e reiterou a política de tolerância zero a qualquer forma de racismo ou discriminação. A competição segue sem alterações anunciadas para as próximas jornadas, mantendo o cronograma existente.

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