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Padel em Portugal: saiba como o esporte avançou no país

Mais praticantes, novos clubes e um circuito cada vez mais competitivo

Imagem: Reprodução / World Padel Tour (WPT)

Nos últimos anos, o padel se firmou  em Portugal como uma modalidade em forte crescimento. O apelo está na combinação de ritmo, simplicidade das regras e componente social já que se joga em equipe e favorece o convívio, o que o torna acessível a diferentes idades e níveis de experiência. Com raízes no México e […]

Nos últimos anos, o padel se firmou  em Portugal como uma modalidade em forte crescimento. O apelo está na combinação de ritmo, simplicidade das regras e componente social já que se joga em equipe e favorece o convívio, o que o torna acessível a diferentes idades e níveis de experiência.

Com raízes no México e grande expressão em países como Espanha e Argentina, o padel ganhou tração em Portugal graças a uma experiência de jogo dinâmica e a regras mais simples do que as do ténis. 

Este crescimento também se reflete nos números de filiação. Entre 2012 e 2025, o total de licenças ativas aumentou de forma muito acentuada, acompanhando o alargamento da prática, a profissionalização das estruturas e a expansão de clubes e competições.

Crescimento significativo

Segundo o jornal português Record, em 2012 a Federação Portuguesa de Padel registrava 110 praticantes com licença ativa. Em 2016, o número já tinha subido para 1.831. A progressão manteve-se nos anos seguintes, com 3.152 em 2017, 4.363 em 2018, 5.165 em 2019 e 6.632 em 2021, antes de um novo salto no período pós-pandemia. Em 2022, o total atingiu 8.990, ultrapassou os 11.500 em 2023 e chegou aos 13.371 em 2024. Em 2025, com dados contabilizados até 14 de novembro, Portugal somava 16.145 licenças ativas, um aumento de 14.500% em comparação com 2012.

Ao mesmo tempo, o aumento de infraestruturas ajudou a acelerar a expansão: mais clubes e centros desportivos passaram a investir em campos, e a montagem de estruturas modernas, como os campos de vidro, tornou-se mais rápida, permitindo novas aberturas e eventos temporários. Em 2023, a realização de uma etapa do World Padel Tour na zona de Lisboa contribuiu para dar maior visibilidade à modalidade.

O crescimento também se reflete no ecossistema do desporto. Marcas portuguesas estão a surgir neste segmento, com foco em desenvolvimento de produto, design e novas propostas para o mercado. Em paralelo, a Federação Portuguesa de Padel tem registado um aumento de jogadores federados, em um contexto em que redes sociais e mídia têm ajudado a alargar a audiência.

Referências na modalidade 

No plano competitivo, Portugal tem vindo a ganhar projeção com atletas de referência. Entre os nomes apontados, Sofia Araújo surge mencionada como a sétima melhor do mundo no ranking feminino, enquanto Catarina Nogueira é referida como a primeira portuguesa a conquistar um título no World Padel Tour. Outros jogadores, como os Irmãos Deus (Miguel e Nuno Deus), Afonso Fazendeiro, Miguel Oliveira e Diogo Rocha, um dos pioneiros da modalidade no país, são apontados como referências do padel no panorama nacional.

Confira abaixo a classificação na FIP de cada um destes atletas: 

  • Sofia Araújo – 7º  
  • Irmãos Deus – 48º 
  • Afonso Fazendeiro – 178º 
  • Miguel Oliveira – 247º 
  • Diogo Rocha – aposentado desde 2023

No conjunto, o padel consolida-se como um fenómeno que cruza desporto e sociabilidade, com potencial de continuar a crescer à medida que surgem mais campos, mais eventos e uma comunidade mais alargada de praticantes.

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