O órgão nacional antidopagem atualizou, nesta quarta-feira, a lista de sanções disciplinares. Venceslau Fernandes recebeu uma suspensão de seis anos, válida até 6 de novembro de 2030, com início em 28 de novembro de 2025. O período de suspensão preventiva já cumprido, iniciado em 7 de novembro de 2024, é descontado do tempo total.
A motivação da sanção de Fernandes envolve anomalias no passaporte biológico, conforme divulgado pela ADoP. O ciclista de 29 anos venceu a Volta a Portugal do Futuro em 2018 e tem um palmarés modesto. Em competição, representava a AP Hotels&Resorts-Tavira-Farense no momento da suspensão.
Rafael Silva foi igualmente sancionado pela ADoP, com uma suspensão de quatro anos, até 4 de fevereiro de 2028. O castigo inclui o desconto do tempo de suspensão preventiva iniciado em 5 de fevereiro de 2024. O passaporte biológico motivou a decisão, segundo a entidade.
Silva, de 35 anos, anunciou o fim da carreira em 28 de janeiro de 2024, após ser notificado pela ADoP. Apesar de declarar inocência, não contestou a decisão para não prejudicar a equipa Efapel, atual Anicolor, e por razões de idade.
Detalhes sobre o passaporte biológico
O passaporte biológico é um sistema de monitorização de parâmetros biológicos, com amostras de sangue e urina, que pode indicar uso de substâncias ou métodos proibidos. A ADoP não especificou os anos exatos das anomalias detetadas nos casos de Fernandes e Silva.
O comunicado da ADoP não detalha as bases específicas das amostras de 2015 associadas a Rafael Silva. Em 2024, Silva havia indicado que a suspensão tinha por base uma amostra analisada em 2015, sem mencionar novos elementos.
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