A 52.ª Volta ao Algarve em bicicleta apresenta um percurso renovado e a introdução de pontos quentes com bonificação de tempo, inovações anunciadas pela organização. A prova realiza-se entre 18 e 22 de fevereiro, envolvendo Vila Real de Santo António, Tavira, Portimão, Vilamoura, Albufeira, Lagos, Faro e Loulé.
Entre as novidades, destacam-se pontos quentes ao longo de um troço de 1,1 quilómetro que permitem somar tempo sem vencer a etapa, o que altera estratégias dos concorrentes. O formato inclui ainda uma contrarrelógio individual pela primeira vez, aliado a etapas planas e de média montanha.
Participam equipas de renome internacional, com foco na UAE Team Emirates-XRG, que volta a alinhar com João Almeida como líder, acompanhado por três ciclistas portugueses. O campeão em título, Jonas Vingegaard, não estará presente neste ano.
A organização Macedou que as mudanças tornam a corrida mais atrativa do ponto de vista desportivo e adequam-se aos tempos atuais, promovendo maior equilíbrio entre desgaste e desempenho. O dirigente responsável sublinhou o potencial de reforçar o interesse da prova.
A etapa inaugural decorre a 18 de fevereiro, percorrendo 185,6 km entre Vila Real de Santo António e Tavira, com três sprints bonificados em pouco mais de 1 km. A segunda fase liga Portimão ao alto da Fóia, com chegada em montanha e três pontos quentes.
No dia 20, disputa-se o contrarrelógio de 19,5 km entre Vilamoura e Quarteira, com passagem por estas localidades. Segue-se uma etapa de 182,1 km entre Albufeira e Lagos, com circuito final de 32 km. A última jornada parte de Faro e termina no Alto do Malhão, com uma segunda passagem pelo monte final num circuito de 45 km.
O presidente da Região de Turismo do Algarve destacou o impacto económico da prova, estimando mais de 30 milhões de euros gerados em 2025. Além do retorno económico, a Volta ao Algarve pretende ampliar a visibilidade do destino e atrair turismo fora da época alta.
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