Luciano Benavides conquistou a vitória mais apertada já registada no Dakar, ao vencer por apenas dois segundos. A liderança parecia garantida para Ricky Brabec, que cometeu um erro de navegação a sete quilómetros do final, abrindo caminho ao piloto argentino.
A batalha entre Benavides e Brabec foi decidida na resposta a esse engano, que deixou o líder sem sulco correto nos últimos momentos da corrida. O resultado ficou abaixo de qualquer expectativa, com o título decidido por uma margem mínima.
O tema da história não fica apenas pela vitória. Benavides já tinha uma trajetória de superação a completar, marcada por uma lesão grave antes da prova e por uma recuperação que incluiu fissuras no joelho esquerdo e menisco rompido. Mesmo sem cirurgia, o piloto afirmou ter acreditado até ao último quilómetro.
Lesões e sonho
Antes da prova, Benavides sofreu uma luxação no ombro e danos nos ligamentos do joelho, bem como uma rotura no menisco. Mesmo assim, optou por não operar, mantendo o foco na competição. Considerou que o sucesso foi um presente por manter a sua fé na vitória.
Momento decisivo
Segundo o piloto, o momento-chave ocorreu junto ao Mar Vermelho, quando Brabec se enganou e recuou numa travessia que não podia atravessar. Ao aproximar-se do oponente, Benavides percebeu a oportunidade de terminar a prova na frente, interpretando o acontecimento como uma bênção.
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