João Ferreira viu o sonho do pódio no Dakar 2026 escapar após bater numa pedra durante a nona etapa da prova, disputada na região de Bisha, na Arábia Saudita. O piloto da Toyota Hilux sofreu o percalço numa etapa maratona de 410 quilómetros cronometrados, sem assistência externa, e ficou 2h42m49s atrás do vencedor Eric Goczal. O embate comprometeu a posição geral e obrigou o objetivo a mudar de alvo.
Logo no início da etapa, Ferreira chegou a liderar o grupo da frente nos primeiros kilômetros. Contudo, uma fuga de óleo na direção provocou perda de direção assistida por cerca de 50 quilómetros. Na sequência, a equipa realizou reparos no Pit Stop e o piloto seguiu a bom ritmo até o acidente final, que lhe arrancou uma roda dianteira.
A posição ficou comprometida: o leiriense terminou a primeira parte da etapa em 141.º, caindo para 21.º na classificação geral, a quase três horas do novo líder Nani Roma. O espanhol, ao volante de Ford Raptor, assumiu o comando, com Carlos Sainz e Nasser Al-Attiyah a ocuparem, respetivamente, a 2.º e 3.º lugares.
Desdobramentos na liderança e próximos passos
Ferreira afirmou ter conseguido reparar o veículo e manter o andamento da prova, apontando que o objetivo passa a ser vencer etapas. O piloto salientou que o carro parece estar em condições estáveis, preparando-se para o restante da prova. O rali continua na quarta-feira com a segunda parte da etapa maratona.
No top da geral, Nani Roma lidera desde 2014, com os Goczal irmãos (Toyota Hilux) e Toby Price (Toyota Hilux) a comporem o top três. Entre os carros, a liderança está bastante encaixada, com o espanhol Carlos Sainz a recuperar posições após penalização por excesso de velocidade, seguido por Al-Attiyah. O dia foi marcado por dificuldades para vários pilotos, incluindo Sébastien Loeb, que também ficou sem direção assistida.
Entre os portugueses, Bruno Santos terminou na 23.ª posição entre os pilotos, seguido de Martim Ventura na 24.ª. Na geral, Sanders lidera entre as motos, com Brabec e Benavides a ocuparem respetivamente 2.º e 3.º lugares. Nos SSV, Hélder Rodrigues foi o melhor português, em 7.º, enquanto Monteiro ocupa a posição 3.º na geral.
A etapa de amanhã prossegue com a segunda parte da maratona, com 368 quilómetros para as motos e 420 para os automóveis, mantendo o Dakar 2026 no ritmo de disputas intensas e mudanças na liderança.
Entre na conversa da comunidade