O regresso à prática desportiva pode favorecer a recuperação, mas exige cautela. A impulsividade e o retorno rápido, sem preparação, elevam o risco de lesões, especialmente com frio ambiental que reduz a elasticidade muscular.
Segundo especialistas, as lesões mais comuns aparecem no inverno. O aquecimento inadequado aumenta a probabilidade de distensões musculares, contraturas e cãibras, associadas à menor flexibilidade e circulação mais lenta.
Lesões de sobrecarga surgem quando o esforço é súbito ou o volume de treino aumenta rapidamente. Mesmo para quem já treina, saltos de carga podem provocar lesões e manter o treino irregular.
Principais lesões no regresso
As entorses de tornozelo ou joelho ganham expressão no regresso ao treino e corroem a estabilidade articular, sobretudo com temperaturas mais baixas. Doenças articulares pré-existentes também se tornam mais suscetíveis de piorar.
Tendinites em ombros, cotovelos, joelhos ou no tendão de Aquiles aparecem com maior frequência, sobretudo em espaços interiores sem aquecimento adequado. O frio agrava a sintomatologia em muitos casos.
Abordagem e prevenção
A prática deve ser planeada, progressiva e sustentada, evitando respostas de curto prazo a resoluções de Ano Novo. Avaliação individual, programas ajustados e acompanhamento continuo reduzem o risco de lesão.
O objetivo é promover saúde, bem-estar, funcionalidade e autonomia ao longo do tempo. Um estilo de vida ativo, quando bem orientado, maximiza benefícios sem comprometer a segurança.
Perspetivas nacionais e modalidades
Em Portugal, destacam-se lesões tendinosas e musculares como padrões comuns. No padel, cotovelos, tornozelos, joelhos e ombros são os mais afetados. No futebol, o quadríceps, isquiotibiais e entorses de tornozelo aparecem com frequência ao longo da época.
Entre na conversa da comunidade