Ruben Guerreiro negou que a omissão em informar as autoridades antidopagem sobre o seu paradeiro tenha sido o motivo da não renovação com a Movistar para 2026. O atleta português também rejeita a ideia de que o episódio tenha provocado a separação com a equipa espanhola. A notícia veiculada pelo diário AS citou alegações de falha de comunicação com o ADAMS e uma alegada ruptura entre as partes.
Guerreiro afirmou, em entrevista à Topcycling, que não recebeu qualquer aviso por registo irregular e que chegou a questionar se a situação poderia ter sido uma brincadeira de 1 de abril. O ciclista reforçou que sempre foi transparente e que não cometeu ilegalidades, assegurando não ter problemas com o paradeiro nem com o funcionamento do ADAMS.
O corredor de 31 anos encontra-se sem contrato para 2026 e admite que as lesões condicionaram o treino nos últimos meses, com foco maior no ginásio e na fisioterapia. Ainda não assinou por outra equipa, pois não está em condições ideais para competir, mas permanece determinado a recuperar.
Contexto recente
Segundo a imprensa espanhola, o AS relatou que o episódio envolvendo o paradeiro, ocorrido na última temporada, não gerou sanção disciplinar pela UCI, já que a infração só é reconhecida após três ocorrências. A notícia sugeriu uma ruptura irreconciliável entre Guerreiro e a Movistar, ampliando a leitura de que a situação afetou o futuro desportivo do atleta.
Histórico de lesões
Entre 2020 e 2023 Guerreiro destacou-se com vitórias e desempenhos relevantes, o que levou à contratação pela Movistar no final de 2022. Em 2023 ganhou o AlUla Tour e terminou em posições competitivas em várias provas, mas em 2024 começou a sentir a lesão que se manteve, afetando o treino de inverno e a performance em 2025. A última competição disputada foi o Grande Prémio de Montreal, a 14 de setembro, que não concluiu.
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